A Team WRT conquistou uma vitória dramática na classe LMGT3 nas 6 Horas de Fuji, com Augusto Farfus, Darren Leung e Sean Gelael levando o BMW M4 GT3 EVO #32 ao primeiro lugar após uma corrida marcada por mudanças de estratégia, condições instáveis e uma disputa intensa nas voltas finais.
O triunfo ganhou forma nos últimos 20 minutos, depois da quarta intervenção do Safety Car, após o acidente do McLaren #58. Farfus recebeu a missão de conduzir o carro na parte decisiva e aproveitou os pneus novos para avançar do sexto lugar até a liderança. O brasileiro precisou atacar os adversários em uma pista escorregadia e conseguiu superar Charlie Eastwood, da Corvette #34, na curva 6, garantindo a vitória para a WRT.
A recuperação foi ainda mais significativa diante das dificuldades enfrentadas pelo trio ao longo da temporada. Antes de Fuji, Leung, Farfus e Gelael tinham como melhor resultado apenas um quinto lugar na abertura do campeonato, em Imola. O resultado japonês representou a segunda vitória do brasileiro no Mundial de Endurance, a primeira desde Ímola em 2024, também com Leung e Gelael no #31.
Para Farfus, a parte final da corrida exigiu criatividade, principalmente pela falta de velocidade do BMW nas retas. Com pouco tempo disponível depois da relargada, o brasileiro sabia que precisava aproveitar imediatamente a vantagem proporcionada pelos pneus novos. Em entrevista ao Sportscar365, Farfus afirma que:
“Eu tinha vantagem de pneus sobre alguns dos carros à frente, mas o pit stop foi muito caótico. O safety car demorou mais do que esperávamos, eu queria voltar a correr e, em determinado momento, pensei que a prova terminaria com a ordem daquela maneira. Fiquei muito decepcionado. Finalmente veio a bandeira verde e eu sabia que precisava aproveitar ao máximo os meus pneus novos”, explicou Farfus.
A estratégia de ultrapassagem também precisou ser adaptada às características do carro. Sem condições de atacar os rivais pela aspiração na reta principal, Farfus buscou outros pontos do circuito para executar as manobras, incluindo a ultrapassagem decisiva sobre Eastwood.
“Eu não tinha um carro rápido nas retas. Nem sequer tentei fazer uma ultrapassagem na curva 1 porque não conseguíamos pegar o vácuo dos outros. Algumas das manobras foram um pouco mais agressivas, mas isso é corrida. É preciso partir para a ultrapassagem quando aparece uma oportunidade.”
O brasileiro classificou aquele período como um dos melhores stints de sua carreira, justamente pelas condições que encontrou no circuito japonês. A pista ainda estava escorregadia e longe de estar completamente seca, cenário em que Farfus afirmou se sentir particularmente confortável.
“Acho que foi um dos melhores stints que fiz na minha carreira. Estava escorregadio, era o tipo de condição que eu gosto, não estava completamente seco. É quando sinto que estou no meu melhor”, completou.
A manobra sobre o Mustang #77 da Proton Competition, pilotado por Sebastian Priaulx, também chegou a ser analisada pelos comissários, mas Farfus não recebeu punição. Com isso, o #32 conseguiu manter a liderança até a bandeirada e confirmou uma vitória importante para a WRT depois de uma temporada difícil na LMGT3.