Hélio Castroneves, de 50 anos, voltou ao automobilismo brasileiro na última temporada para competir pela AMattheis Motorsport na Stock Car. Após construir a carreira nos Estados Unidos e virar ‘herói’ com quatro vitórias nas 500 milhas de Indianápolis, uma das provas mais cobiçadas do mundo.
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Em seu retorno às pistas brasileiras, a lenda do automobilismo se surpreendeu e encerrou o campeonato de reestreia na 30° colocação. Mais experiente na categoria e com as lições tiradas de 2025, o piloto segue aprendendo e se divertindo ao redor do País.
“A gente está dando continuidade praticamente ao aconteceu ano passado. Eu estou realmente aprendendo a cada dia. Você vê que os V8 agora estão funcionando, que foi uma mudança muito legal que a categoria fez e tudo isso ajuda para você a seguir em frente, a ficar mais esperto, a entender outro tipo de carro. Para você se tornar um piloto bom, você tem que pilotar outros tipos de carros e realmente a Stock é um carro muito divertido”, diz ao Terra.
Em comparação a quando deixou o Brasil, Castroneves destacou o nível de competitividade da Stock Car e exaltou a evolução dos autódromos utilizados pelas categorias nacionais.
“Uma das coisas que eu vou te falar, a programação sempre muda aqui no Brasil, eles falam que é uma hora e sempre está 10, 15 minutos atrasado, então você nunca sabe quando tem que entrar. Mas, brincadeira à parte, pessoal muito profissional. Estou muito contente de entender que a gente tem que se adaptar em certas situações aqui no Brasil. Agora estão surgindo autódromos muito bacanas, com um suporte e um complexo muito interessantes. Até entendo por que acontece essas diferenças, mas em termos de profissionalismo de equipe, de competição entre os pilotos e talento, não deixa nada a desejar”, explica.
Mesmo em meio à fase brasileira da carreira, Castroneves ainda segue com o sonho americano. Após a etapa de Interlagos, ele embarca rumo aos Estados Unidos para iniciar a preparação para a disputa das 500 milhas de Indianápolis, em maio.
“Sinto muita fome. O ano passado a gente teve um carro muito bom, pequenos erros pelo fato de eu não estar fazendo a temporada inteira. A gente cometeu alguns erros, que até entendo pelo fato de não estar 100%, mas o bom é que vai ser a mesma galera, os mesmos mecânicos, então nós estamos focando em certos detalhes que prejudicaram a gente para ter uma performance melhor e estou muito empolgado”, explica.
Na Terra do Tio Sam, Castroneves carrega a idolatria do americano, que pode até não saber pronunciar seu nome, mas reconhece suas conquistas. Com quatro títulos da Indy 500, ele é o maior campeão da prova ao lado de Rick Mears, AJ Foyt e o Al Unser.
“O fã americano me recebeu de braços abertos, mesmo às vezes não entendendo meu nome direito. Me chamando de Rílio, Júlio, Hello, mas o que importa é o reconhecimento dos resultados. Ganhar quatro em Indianápolis é igualar os deuses do automobilismo, que é o Rick Mears, AJ Foyt e o Al Unser. Às vezes, me belisco e falo: ‘nossa, no mesmo grupo que essa galera’. É uma coisa incrível”, destaca.
O desejo, porém, é de deixar as lendas americanas para trás: “Mas agora eu não quero ficar nesse grupo, eu quero passar esse grupo, quero conquistar a quinta, que ninguém nesse planeta teve essa oportunidade e fez essa história”.