Governo de Buenos Aires se reúne com F1 e almeja contrato de 5 anos para receber GP

Prefeito Jorge Macri tem encontro com Stefano Domenicali durante visita a Interlagos para negociar etapa da categoria na Argentina

6 nov 2026 - 14h12
(atualizado às 14h20)
Resumo
O prefeito de Buenos Aires, Jorge Macri, reuniu-se com o CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, buscando um contrato de cinco anos para trazer a categoria de volta à Argentina entre 2029 e 2030, ou até antes. O Autódromo Oscar y Juan Gálvez passa por reformas para atender às exigências técnicas. A iniciativa gera concorrência direta na América Latina com São Paulo e Cidade do México, já que o limite de etapas do calendário pode forçar a saída de uma dessas sedes caso Buenos Aires seja aprovada.

O prefeito de Buenos Aires, Jorge Macri, esteve na sexta-feira no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, para se reunir pessoalmente, pela primeira vez, com Stefano Domenicali, presidente e CEO da Fórmula 1. O encontro ocorre em meio às negociações para o retorno da categoria ao Autódromo Oscar y Juan Gálvez, na capital argentina. Macri chegou à cidade na quinta-feira, à frente de uma delegação do governo portenho.

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O chefe de governo da capital argentina esteve acompanhado de Fabián Turnes, secretário de esportes e Gabriel Sánchez Zinny, chefe de gabinete. A reunião durou cerca de 40 minutos. Na conversa com os jornalistas Macri afirmou que a intenção do encontro é assinar um contrato para receber o GP da Fórmula 1 de pelo menos cinco anos.

Ainda não há uma definição em relação às datas e as janelas para o possível retorno da Argentina ao calendário pode ser entre 2029 e 2030.

Em entrevista ao Estadão, Alan Adler, CEO do GP de SP, alertou para o fato de a Argentina ser uma concorrente na América Latina. São Paulo tem contrato até 2030 com a F1, enquanto a Cidade do México possui vínculo até 2028. Para Adler, é difícil encaixar as três cidades no calendário e uma delas teria de sair.

"Acho muito difícil se somar. É uma decisão da Fórmula 1. No MotoGP encaixa Argentina e Goiânia, mas na F1 não vejo eles colocando uma 25ª corrida. Se quiserem levar para a Argentina, alguém terá de sair do calendário", afirmou o CEO do GP de SP.

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Jorge Macri, prefeito de Buenos Aires, ao lado de Stefano Domenicali, CEO da F1, no GP de São Paulo.
Jorge Macri, prefeito de Buenos Aires, ao lado de Stefano Domenicali, CEO da F1, no GP de São Paulo.
Foto: Reprodução/@jorgemacri via Instagra / Estadão

"Essa é a janela de oportunidade, mas quero ser muito cauteloso porque muitas pessoas estão criando expectativas, e o importante aqui é ter certeza", explicou Macri. Ele também garantiu que o circuito de Gálvez estará pronto caso a Fórmula 1 precise dele antes, mesmo que as circunstâncias exijam um retorno em 2027?, disse Macri.

Ele garantiu ainda que o circuito de Gálvez estará pronto caso a Fórmula 1 precise dele antes, mesmo que as circunstâncias exijam um retorno em 2027. "Existe uma possibilidade, mas quero ser muito cauteloso, pois há muita gente que vende expectativas, e aqui o importante é ter certezas", esclareceu Macri.

A possibilidade de se colocar à disposição para o calendário do próximo ano (diante de eventuais mudanças causadas pela situação conflituosa no Oriente Médio) foi citada no encontro. "Foi algo bem superficial, pois essas são prerrogativas da Fórmula 1, e são eles quem decidem. Buenos Aires estará pronta", reforçou.

Esse ponto ocupa o primeiro lugar entre os objetivos da cidade: concluir a renovação do autódromo, garantindo as condições necessárias para receber as grandes categorias. Macri explicou que o projeto incorporou exigências da F1, tanto em relação ao traçado quanto às instalações.

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"É preciso trabalhar no desenho da pista e na infraestrutura - desde os paddocks até a segurança exigida pela Fórmula 1 -, por isso realizamos esse upgrade. O primeiro passo é concluir a obra da maneira correta", detalhou. Ele acrescentou que os trabalhos avançam com um cronograma "levemente adiantado" - uma margem que ele considera importante, dado o risco de complicações climáticas durante o verão.

Macri falou ainda do desafio que envolve o financiamento de um Grande Prêmio e a sustentabilidade a longo prazo. Em seu discurso, ele reconheceu que Buenos Aires concorre com rivais que dispõe de recursos financeiros mais robustos.

"Não é fácil competir com países que possuem estruturas financeiras muito poderosas, mas acredito que temos condições de oferecer à Fórmula 1 a segurança de que ela precisa para um contrato de longo prazo", afirmou.

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