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Hamilton, Mercedes e mais: as repercussões à fala de Piquet

Fala racista de Nelson Piquet gera onda de repúdio. Lewis Hamilton escreve mensagem em português e recebe apoio da F1, de equipes e pilotos

28 jun 2022 - 11h41
(atualizado às 11h59)
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Lewis Hamilton foi alvo de fala racista de Nelson Piquet
Lewis Hamilton foi alvo de fala racista de Nelson Piquet
Foto: Mercedes / Twitter

O uso de um termo racista por parte de Nelson Piquet para se referir a Lewis Hamilton segue repercutindo. Após a história chegar à imprensa internacional, o próprio Hamilton se manifestou por meio de seu Twitter.

Primeiro, o piloto compartilhou um tweet de um seguidor que sugeria a Hamilton questionar quem é Nelson Piquet. Minutos depois, escreveu em português: "Vamos focar em mudar a mentalidade". Por fim, repetiu a mensagem com mais ênfase, em inglês, sugerindo que irá tomar ações sobre o caso: "É mais que linguagem. Esses pensamentos arcaicos precisam mudar e não tem lugar em nosso esporte. Eu sou cercado por essas atitudes e tenho sido um alvo minha vida inteira. Houve muito tempo para aprender. Chegou a hora da ação."

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Lewis Hamilton reage à fala de Nelson Piquet
Foto: Lewis Hamilton / Twitter

Além de Hamilton, sua equipe, a Mercedes, se manifestou. O time publicou uma nota em que se lê: "Condenamos veementemente qualquer uso de linguagem racista ou discriminatória de qualquer forma. Lewis tem liderado os esforços de nosso esporte em combater o racismo e é um verdadeiro campeão de diversidade dentro e fora das pistas. Juntos, compartilhamos a visão por um automobilismo diverso e inclusivo, e esse incidente destaca a importância de continuar o esforço por um futuro melhor."

As páginas oficiais da Fórmula 1 também saíram em defesa de Hamilton: "Linguagem discriminatória ou racista são inaceitáveis e não têm espaço na sociedade. Lewis é um embaixador incrível para o nosso esporte e merece respeito. Seus esforços incansáveis para aumentar a diversidade e a inclusão são uma lição para muitos e algo pelo qual estamos comprometidos na F1."

A FIA foi outra entidade a sair em defesa de Hamilton. "A FIA condena fortemente qualquer linguagem ou comportamento racista ou discriminatório, que não têm espaço em nosso esporte e na sociedade. Expressamos nossa solidariedade a Lewis Hamilton e apoiamos integralmente seu compromisso com a igualdade, diversidade e inclusão no esporte a motor".

Outras equipes e pilotos endossaram as mensagens de apoio a Hamilton e críticas a Piquet. Ferrari e Aston Martin compartilharam a nota da F1 em suas páginas no Twitter, enquanto a McLaren, primeira equipe de Lewis, escreveu uma mensagem. George Russell e Lando Norris, ambos ingleses, retweetaram a postagem do heptacampeão. Russell ainda redigiu uma mensagem enaltecendo seu colega.

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Entenda o caso

A polêmica se deu em torno de uma entrevista concedida por Nelson Piquet em 2021, no auge da disputa entre Lewis Hamilton e Max Verstappen. Na ocasião, Piquet, que é sogro de Verstappen, se referiu a Hamilton por diversas vezes utilizando uma expressão controversa, para dizer o mínimo, enquanto se referia a outros pilotos por seus respectivos nomes.

Piquet comparava a batida entre Hamilton e Verstappen em Silverstone com o acidente entre Ayrton Senna e Alain Prost em Suzuka, em 1990. “O ‘neguinho’ meteu o carro e deixou. O Senna não fez isso. O Senna saiu reto”, disse. “O ‘neguinho’ deixou o carro. É uma curva muito de alta, não tem jeito de passar dois carros e não tem jeito de botar o carro do lado. O ‘neguinho’ fez de sacanagem.”

O Canal Enerto postou no YouTube um corte de uma entrevista que Nelson Piquet deu em 03/11/2021 para Ricardo Oliveira. No trecho, Nelson comenta o acidente entre Lewis e Max em Silverstone. Quando vai se referir a Lewis, Piquet utiliza uma palavra de conotação racista.

Mesmo tendo acontecido há sete meses, a entrevista só ganhou notoriedade na última semana, quando o canal Enerto publicou um corte com o trecho em destaque. A fala foi considerada racista e a história ganhou visibilidade mundial, extrapolando o noticiário de Fórmula 1.

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É a segunda vez que o tema racismo surge no mundo da Fórmula 1 nas últimas semanas. Recentemente, Juri Vips, da Fórmula 2, usou uma palavra racista durante uma transmissão de um jogo e acabou cortado do programa de pilotos da Red Bull. Ele já havia participado de um treino livre pela equipe esse ano, em Barcelona.

A mesma Red Bull, que agiu com rigor no caso Vips, não deve se manifestar no caso Piquet. Segundo apuração do jornalista Chris Medland, a equipe não irá seguir Ferrari e Aston Martin em apoio a Hamilton pois isso poderia gerar algum mal-estar com Max Verstappen, seu principal piloto e genro de Piquet.

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