F1: Wolff critica pilotos da MotoGP e defende decisões sobre etapas no Oriente Médio

Chefe da Mercedes questionou manifestações de pilotos sobre o conflito, mas afirmou que respeitará funcionários que não se sentirem seguros

6 nov 2026 - 15h58
Foto: Mercedes AMG F1 / Reprodução

Durante a coletiva de imprensa dos chefes de equipe nesta sexta-feira (6), Toto Wolff, da Mercedes, e Fred Vasseur, da Ferrari, comentaram a possibilidade de cancelamento das etapas previstas para o Oriente Médio na reta final da temporada. Ambos demonstraram confiança nas decisões que forem tomadas pela Fórmula 1 e pela FIA, além de afirmarem que respeitarão eventuais decisões individuais de integrantes das equipes que não se sintam seguros para viajar.

Wolff foi o primeiro a abordar o assunto e declarou confiança na capacidade dos organizadores de avaliar o cenário. Segundo o austríaco, caso a situação se torne mais perigosa, Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, e Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, serão os primeiros a tomar medidas para proteger os envolvidos na categoria.

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“Stefano está acompanhando tudo de perto. Se a situação se tornar mais perigosa e recebermos informações nesse sentido, ele será o primeiro, junto com Mohammed, a agir para proteger as pessoas que deveriam viajar”, afirmou o chefe da Mercedes.

O dirigente também comentou a decisão da direção da MotoGP de manter a realização do GP do Catar neste fim de semana. Wolff afirmou que concorda com a abordagem adotada pela categoria, mas aproveitou a oportunidade para criticar as manifestações de pilotos contrários à realização da etapa em meio ao conflito no Oriente Médio.

“Eu teria feito exatamente a mesma coisa que a direção da MotoGP fez. Quer correr ou pilotar? Vá. Não quer? Então não vá. É simples assim. Cada um pode tomar suas próprias decisões pessoais, e eu respeito isso”, declarou.

Na sequência, o dirigente questionou o posicionamento público de pilotos sobre a situação geopolítica da região, argumentando que eles não necessariamente possuem conhecimento suficiente sobre o assunto, apesar da influência que exercem sobre o público.

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“Acho que, se os pilotos se manifestarem, que geopoliticamente não sabem nada sobre o que está acontecendo, mas têm o público que escuta, acho que isso é algo que cria valor midiático”, afirmou Wolff.

Apesar das críticas, o austríaco ressaltou que respeitará qualquer integrante da Mercedes que não se sinta confortável em viajar para as etapas do Oriente Médio, independentemente de gênero ou função dentro da equipe.

“Se alguém não se sentir confortável para viajar, seja homem ou mulher, essa é uma decisão que sempre respeitarei. Talvez seja até uma oportunidade para dar uma chance a outra pessoa. Isso não mudaria em nada o nosso relacionamento.

Sempre respeitei quem não quis viajar para determinados GPs, e é assim que vejo a situação neste momento.”

Do lado da Ferrari, Fred Vasseur também demonstrou confiança na estrutura organizacional da categoria e afirmou acreditar na capacidade da FIA e da Fórmula 1 de conduzir a situação.

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“Continuo acreditando que a organização é bastante sólida. Tenho total confiança na FIA, na FOM e em Stefano. Vamos ver como proceder em relação à possibilidade de esse assunto ser discutido internamente. [...] Temos enorme confiança no nosso sistema e na nossa organização. Vamos acompanhar como a situação evolui nas próximas semanas.”

O francês, porém, afirmou que a possibilidade de cancelamento das etapas não é uma preocupação imediata para a Ferrari. Segundo ele, a equipe está concentrada na sequência de compromissos que tem pela frente no calendário.

“Sinceramente, estamos no meio de uma sequência de nove corridas em 11 semanas, e todos estão concentrados no triplo compromisso que temos pela frente. Provavelmente, esse assunto será colocado em pauta na próxima semana, mas não é o caso hoje.”

Assim como Wolff, Vasseur também garantiu que a Ferrari respeitará qualquer integrante que não queira viajar por questões de segurança.

“De qualquer forma, respeitaremos a decisão de qualquer membro da equipe que, por algum motivo, não se sinta confortável e não queira viajar. Respeitaremos essa decisão.”

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