O chefe da Mercedes, Toto Wolff, revelou que a equipe planeja introduzir novas atualizações para a segunda metade da temporada de Fórmula 1 de 2026. No entanto, a melhor oportunidade para trazer esses pacotes para o W17 ainda está sendo monitorada de perto pelas Flechas de Prata.
Neste início de um novo ciclo de regulamentação, ocorreu o esperado: a corrida pelo desenvolvimento ditando parte da hierarquia, que segue em constante mudança à medida que as equipes compreendem melhor o conjunto de regras. Isso fez com que a Mercedes vencesse as seis primeiras corridas do ano, largando da pole position. Após isso, porém, venceu apenas duas das cinco seguintes, com a Ferrari e a McLaren mais agressivas em suas atualizações.
Em certo momento, essa situação levou até Toto Wolff a questionar como a equipe italiana, em particular, conseguiria trazer grandes pacotes para Miami e Barcelona dentro do limite de custo de US$ 215 milhões, com uma abordagem tão antecipada. A Mercedes, por sua vez, trouxe apenas uma única grande atualização no Canadá, mantendo o foco em melhorias graduais e menores, algo que deve se manter nas 12 etapas finais.
“Precisamos ser realmente estratégicos sobre quando implementar as atualizações”, disse Wolff na última etapa antes da pausa de verão, na Hungria. O chefe de equipe também acrescentou que a Mercedes precisa priorizar as etapas em que elas possam gerar maior impacto no desempenho com essas melhorias. Segundo ele, essa estratégia pode proporcionar uma vantagem temporária sobre os rivais, antes que as demais equipes também evoluam e o equilíbrio volte a se estabelecer.
“Então, sim, estamos trazendo melhorias, estamos monitorando de perto o quanto podemos investir e, no momento, em termos de limite de custos, estamos em uma boa posição. Tentamos adiar um pouco para a segunda metade da temporada, e vamos ver se isso é suficiente.”
Contudo, há uma ressalva para o plano de Wolff e das Flechas de Prata: as esperadas punições no grid para Kimi Antonelli e George Russell, à medida que se aproximam do limite de uso de unidades de potência ao longo do campeonato. Os pilotos estão em seu quarto e terceiro motores novos, respectivamente, consequência dos problemas de confiabilidade da equipe, e um quinto motor implicaria em uma perda de 10 posições no grid.
Bradley Lord, vice-diretor, destacou que a Mercedes já trabalha com a possibilidade de novas penalidades por troca de componentes até o fim da temporada. Para o dirigente, a definição do melhor momento para cumprir essas punições será feita em conjunto entre a equipe de estratégia e a fábrica. Porém, diante do desgaste enfrentado na primeira metade do campeonato, será difícil encerrar o ano sem novos obstáculos.