O Grande Prêmio da Austrália não deve ser a etapa de abertura da temporada de 2027 da Fórmula 1. O tradicional circuito de Albert Park, em Melbourne, que recebeu a primeira corrida do ano nas duas últimas temporadas, cederá seu lugar de volta ao Bahrein. A alteração no calendário atende a uma combinação de cláusulas contratuais, necessidades logísticas e, principalmente, ao cronograma do Ramadã.
Com o mês sagrado islâmico previsto para terminar em 7 de março de 2027, abre-se uma janela favorável para que o circuito de Sakhir, no Bahrein, retome sua posição tradicional como a primeira corrida do ano, com a data prevista para 14 de março. Historicamente, o país do Golfo tem sido a escolha mais lógica para abrir o campeonato mundial, uma vez que o autódromo já é utilizado logo antes para os testes de pré-temporada.
A realização das provas inaugurais na Austrália recentemente foi, em grande parte, um efeito direto justamente do período do Ramadã. De 1995 a 2019, a corrida de Melbourne foi o ponto de partida da F1 em quase todas as ocasiões. No entanto, o evento acabou perdendo a exclusividade desse posto desde o cancelamento sofrido na temporada de 2020.
Ainda assim, o atual contrato da Australian Grand Prix Corporation estipula que a prova obrigatoriamente seja realizada como uma das três primeiras etapas da temporada. Diante deste novo cenário de calendário, a expectativa é que o GP da Austrália de 2027 assuma a terceira rodada, sendo disputado no dia 4 de abril, pouco depois da Arábia Saudita, e abrindo uma grande sequência asiática que se estenderá pela China e pelo Japão nas semanas seguintes.
A confirmação definitiva das datas ainda deve levar um tempo, vale lembrar que o cronograma do ano de 2026 foi anunciado apenas em junho, mas as projeções do calendário de 2027 já estão bem delineadas nos bastidores. Além da dança das cadeiras para a corrida de abertura, a temporada deverá contar com o retorno da Turquia, que fechou um contrato de cinco anos, e a expectativa da inclusão de Portugal para preencher a vaga europeia deixada pela saída de Barcelona, garantindo as atuais 24 datas da Fórmula 1.