F1: Futuro de Fernando Alonso dependerá das regras e não do desempenho da Aston Martin

O bicampeão afirmou que as regras e o prazer de pilotar serão fatores decisivos para sua permanência na categoria, não o carro atual

21 jul 2026 - 12h05
Foto: Aston Martin F1 / Reprodução

O futuro de Fernando Alonso na Fórmula 1 tem sido um dos principais assuntos nos bastidores da categoria, mas o piloto espanhol deixou claro que sua decisão de continuar correndo não está atrelada às atualizações do carro da Aston Martin. Com o contrato prestes a terminar no final deste ano, o bicampeão mundial revelou que a sua permanência no grid vai depender muito mais do regulamento e do prazer de pilotar as máquinas híbridas do que de uma recuperação da equipe britânica.

A equipe deposita suas fichas em um grande pacote de melhorias para o Grande Prêmio da Hungria na tentativa de convencer o veterano a ficar. A equipe sediada em Silverstone teve um início desastroso sob o novo ciclo de regulamentos de 2026, apresentando um monoposto com excesso de peso e problemas de confiabilidade. O próprio piloto já havia afirmado na etapa de Barcelona que a versão atualizada do carro não seria o fator determinante para seus planos.

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Durante o fim de semana em Spa, o espanhol reforçou esse posicionamento em entrevista ao site Motorsport.com, destacando que avalia se continuará competindo após seu quadragésimo quinto aniversário. Quando questionado sobre a importância de um carro totalmente repaginado para a sua escolha, ele foi direto e negou qualquer influência.

"Nada, porque minha decisão não é sobre o desempenho deste ano", explicou o bicampeão. "Começamos com o pé esquerdo e não posso basear minha escolha para o ano que vem em um desempenho que não é realista. Acho que este não é o verdadeiro potencial da equipe, acredito que seja muito maior do que vemos", completou.

O espanhol destacou que seu foco principal está na direção que a categoria tomou. Alonso ressaltou que a decisão para a próxima temporada é puramente estrutural. "Acho que minha decisão para o ano que vem é mais sobre as regras. Guiar esses carros em lugares como Spa hoje ou Silverstone na última corrida não é o que sonho para o meu futuro. Então, veremos", acrescentou.

A frustração com a atual temporada é evidente, especialmente após os grandes investimentos feitos pelo proprietário Lawrence Stroll, que incluíram uma nova fábrica, a chegada do projetista Adrian Newey e a parceria com a fabricante Honda. Alonso admitiu o desapontamento inicial, mas elogiou a postura do time diante das dificuldades encontradas nas pistas.

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"Difícil. Tínhamos grandes esperanças para este conjunto de regulamentos e para a chegada de Adrian à equipe, e a Honda e coisas assim", comentou. "As expectativas eram muito altas e não as atendemos. Não foi duro, foi apenas decepcionante ver o carro em Barcelona numa sexta de treinos. Mas ao mesmo tempo, todos na equipe encararam isso como um desafio e querem fazer acontecer", concluiu Alonso, torcendo para que Budapeste marque o retorno do time para a direção certa.

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