A McLaren levará uma versão modificada de sua asa traseira invertida para os treinos do Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1. A equipe britânica planeja testar a novidade aerodinâmica, popularizada por Ferrari e Red Bull, mas os fãs da categoria terão que esperar um pouco mais para ver o item em ação de forma definitiva. A estreia oficial do componente nas pistas em uma corrida deve acontecer apenas no mês de setembro.
O time tentou testar sua própria versão da asa invertida no GP da Áustria, no final do mês de junho. Naquela ocasião, o plano precisou ser abandonado e a peça sequer saiu da garagem. Agora, a equipe fez modificações e tentará colocar o equipamento na pista durante o primeiro treino livre no circuito de Hungaroring.
A sessão marcará também a segunda participação em treinos do atual campeão da Fórmula 2, Leonardo Fornaroli. Mesmo com a expectativa para o teste, a equipe deixou claro que a peça não será usada competitivamente a curto prazo.
A informação foi detalhada em entrevista ao site The Race. A equipe declarou à reportagem do jornalista Josh Suttill que "este item não está programado para ser totalmente introduzido nesta ou na próxima corrida nos Países Baixos".
Isso sugere que o GP da Itália, em Monza, será o primeiro momento em que a McLaren poderá correr com a nova asa, caso os testes na Hungria sejam positivos. Pistas de alta velocidade costumam se beneficiar bastante desse tipo de conceito aerodinâmico.
A peça fará sua estreia ao lado de um pacote de atualizações que inclui um novo assoalho e outras partes aerodinâmicas. Essa mudança de rumo faz parte de uma estratégia técnica mais ampla da escuderia para a atual temporada.
O chefe da equipe, Andrea Stella, também deu declarações ao portal para detalhar a nova abordagem técnica. O dirigente destacou que o grande objetivo agora é "redirecionar" o desenvolvimento do carro, afastando o projeto atual de algumas de suas escolhas originais de conceito.
Enquanto a McLaren segue seu cronograma cauteloso, as principais rivais já avançaram com a tecnologia. A Ferrari realizou extensos testes antes de estrear o componente em Miami. Já a Red Bull precisou pausar o uso de sua peça após acidentes de Max Verstappen nas corridas anteriores, mas informou que já encontrou uma solução definitiva.