A Ferrari optou por não utilizar sua polêmica asa traseira “Macarena” no GP do Japão, em Suzuka, após identificar limitações técnicas e falta de confiabilidade no sistema inovador testado anteriormente na China.
A chamada Asa “Macarena”, um dos projetos mais ousados da Ferrari para a temporada 2026 da Fórmula 1, voltou a chamar atenção no paddock, mas desta vez pela sua ausência. Após testes iniciais no GP da China, a escuderia italiana decidiu não levar o componente para as sessões competitivas em Suzuka.
O dispositivo se destaca por um conceito radical, ao invés de apenas reduzir o arrasto como um sistema tradicional, a asa gira até 180 graus, alterando completamente sua configuração aerodinâmica em retas. A proposta é gerar maior velocidade final e compensar a desvantagem de potência em relação às rivais.
Apesar do potencial, a Ferrari considerou que o sistema ainda não estava pronto para uso em corrida. Durante os testes em Xangai, a equipe coletou dados relevantes, mas também enfrentou problemas de comportamento do carro, incluindo instabilidade em frenagens e falta de sincronização entre os elementos aerodinâmicos dianteiros e traseiros.
Além disso, o ganho de desempenho observado não foi considerado suficiente para justificar o risco. Internamente, a equipe avaliou que a asa ainda não representa um “divisor de águas” capaz de mudar o equilíbrio de forças no grid, o que pesou na decisão de não utilizá-la em Suzuka.
Outro fator importante foi o estágio ainda experimental da peça. A Ferrari acelerou o desenvolvimento para antecipar sua estreia, inicialmente prevista para as etapas mais avançadas da temporada. Isso resultou em uma versão ainda incompleta, sem garantias de confiabilidade para um fim de semana inteiro de corrida.
Dessa forma, mesmo com a expectativa de ganhos em velocidade de reta, a equipe preferiu adotar uma abordagem conservadora no Japão, priorizando consistência e segurança.