Diferente do que vinha circulando nos bastidores da Fórmula 1 nas últimas semanas, a Ferrari não foi a responsável por protocolar um protesto contra a legalidade do atual carro da Mercedes. Segundo apurações da imprensa internacional, a escuderia italiana não encaminhou nenhuma denúncia formal à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sobre a asa dianteira alemã.
A insatisfação no paddock tem como alvo uma suposta "asa de fechamento bifásico" utilizada pela Mercedes, diz site. De acordo com a edição italiana do portal Motorsport.com, a desconfiança inicial era de que a Ferrari tivesse encabeçado as reclamações técnicas. Contudo, a publicação esclarece que não houve um pedido formalizado por parte de Maranello, deixando no ar a verdadeira autoria da pressão nos bastidores.
O centro da polêmica não é a simples flexibilidade do material, algo comum na categoria, mas sim um mecanismo de funcionamento bem específico. A suspeita das equipes adversárias é de que a peça conta com ajustes que permitem aos flaps dianteiros se fecharem em duas fases distintas quando o carro entra no "modo de reta".
Na prática, esse estágio duplo de fechamento reduziria o arrasto aerodinâmico de maneira muito mais eficiente e programada em altas velocidades. Como o regulamento da F1 é rigoroso contra peças aerodinâmicas que alterem sua configuração na pista de forma intencional (com exceção do DRS), esse comportamento bifásico configuraria uma clara violação do espírito da regra.
A FIA, ciente do descontentamento geral das rivais e dos rumores de paddock, já estaria investigando o caso para entender se a Mercedes encontrou uma brecha genial ou se cruzou a linha da ilegalidade. Vale ressaltar que as apurações de bastidores ainda estão em fase de análise, e qualquer veredito oficial depende exclusivamente da entidade.