A Fórmula 1 já trabalha com diferentes possibilidades para o início da temporada 2027. Caso a instabilidade no Oriente Médio continue, o Grande Prêmio da China aparece como principal alternativa para receber a primeira etapa do campeonato.
O plano original prevê que Bahrein e Arábia Saudita abram o calendário, antes de a categoria seguir para Austrália, Japão e China. No entanto, a situação na região ainda gera incertezas. Em 2026, os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita precisaram ser adiados, enquanto uma prova em Sepang, na Malásia, foi incluída no calendário.
Para 2027, a possibilidade de começar o campeonato na China ganha força justamente pela dificuldade de antecipar a etapa australiana. Obras no novo prédio dos boxes de Albert Park impedem que a corrida seja deslocada significativamente para antes de abril.
Nesse cenário, China e Japão poderiam formar as primeiras etapas, com Melbourne vindo logo depois. A partir daí, a F1 teria de decidir se ainda seria possível realizar Bahrein e Arábia Saudita mais adiante ou reorganizar novamente o restante do calendário.
A situação também afeta o fim da temporada. Caso os dois GPs do Oriente Médio não possam ser disputados, a tendência é que Imola assuma a última etapa, em dezembro. A definição sobre essas provas é esperada até o fim de setembro.
Apesar das incertezas, Stefano Domenicali garante que a intenção da F1 é manter um campeonato com 24 corridas em 2027. A categoria, porém, ainda não divulgou nem mesmo o calendário provisório da próxima temporada, aumentando a pressão sobre os promotores que já iniciaram a venda de ingressos.
A expectativa inicial era de uma definição durante o período do GP da Itália, em Monza, mas novas informações indicam que a decisão pode sofrer mais atrasos.