A Aston Martin deixou o GP do Canadá com a sensação de ter dado um pequeno passo à frente, mas ainda longe do nível esperado para voltar a disputar posições mais competitivas na Fórmula 1.
Fernando Alonso chegou a aparecer na décima colocação nas primeiras voltas da corrida, enquanto Lance Stroll terminou em 15º em sua primeira prova completa da temporada.
Apesar disso, Mike Krack admitiu que o cenário inicial acabou mascarando a real situação da equipe em Montreal.
“Tudo parece um pouco promissor. Mas a realidade também se impõe rapidamente.”
Segundo o dirigente da Aston Martin, as posições conquistadas nas voltas iniciais foram favorecidas por circunstâncias da corrida, como pilotos que precisaram parar cedo para trocar pneus e alguns abandonos.
“No fim, você geralmente termina onde deveria estar.”
Mesmo assim, Krack destacou avanços importantes da equipe em confiabilidade durante o fim de semana canadense.
“Acho que fizemos muitos progressos, mas o desempenho ainda não está onde deveria estar.”
Fernando Alonso também reconheceu evolução da Aston Martin desde Miami, principalmente em áreas como câmbio e trocas de marcha.
“Definitivamente fomos mais rápidos no Canadá do que em Miami.”
O espanhol, porém, deixou claro que os problemas principais do AMR26 continuam sem solução.
“O problema fundamental continua sendo a diferença de três segundos no ritmo.”
De acordo com Alonso, a equipe só deve conseguir resolver essa limitação com um pacote aerodinâmico mais forte e melhorias na unidade de potência ao longo do segundo semestre da temporada.
“Isso terá que vir com o aumento da potência do motor e um pacote aerodinâmico aprimorado.”