F1: Apelação sobre punição de Gasly pode ter desfecho apenas em setembro

Recurso de McLaren e Red Bull pode adiar até setembro a definição do pódio do GP de Mônaco de 2026.

26 ago 2026 - 11h05
Foto: Reprodução / F1

A definição do resultado do Grande Prêmio de Mônaco de 2026 pode demorar ainda mais. Segundo informações do The Athletic, publicadas nesta quarta-feira (26), a Corte Internacional de Apelação da FIA realizou uma audiência na terça-feira (25) para analisar os recursos apresentados por McLaren e Red Bull contra a decisão que anulou as punições de Pierre Gasly. O veredito, porém, pode sair somente dentro de duas a três semanas.

Gasly havia terminado o GP de Mônaco na terceira colocação, mas recebeu duas punições de cinco segundos por supostamente exceder o limite de velocidade de 60 km/h no pit lane. Como as penalidades não puderam ser cumpridas durante a corrida, dez segundos foram acrescentados ao seu tempo final, fazendo o piloto da Alpine cair para o sétimo lugar.

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A situação mudou depois que a Alpine apresentou um pedido de revisão aos comissários. A equipe demonstrou que havia uma diferença de 77 centímetros entre a distância utilizada pelo sistema oficial de cronometragem e a extensão real do pit lane. Com a correção, os comissários concluíram que Gasly não havia ultrapassado o limite de velocidade e retiraram as duas punições.

A decisão alterou também a classificação de outros pilotos. Isack Hadjar, da Red Bull, que havia sido promovido ao terceiro lugar, perdeu a oportunidade de conquistar seu primeiro pódio pela equipe. Oscar Piastri, da McLaren, caiu da quarta para a quinta posição.

Ainda de acordo com o The Athletic, representantes da Alpine, Red Bull, McLaren, FIA e Fórmula 1 participaram da audiência realizada nesta semana. Os juízes informaram aos envolvidos que podem precisar de duas a três semanas para analisar todas as provas e argumentos antes de publicar a decisão.

Caso o prazo seja cumprido, o resultado definitivo poderá ser conhecido apenas em meados de setembro, mais de três meses depois da corrida, realizada em 7 de junho.

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A controvérsia ganhou força devido ao número incomum de punições por excesso de velocidade no pit lane durante a prova. Além de Gasly e Piastri, Lewis Hamilton, Franco Colapinto e George Russell também foram penalizados.

Cinco das seis infrações registradas envolveram uma diferença de apenas 0,1 km/h em relação ao limite permitido. No caso de Gasly, uma das infrações apontava 0,4 km/h acima da velocidade máxima.

O episódio teve consequências especialmente fortes para Russell. O piloto da Mercedes precisou cumprir sua punição após uma bandeira vermelha e despencou na classificação, terminando a corrida fora da zona de pontuação.

Para a McLaren, entretanto, a questão vai além da recuperação de pontos. O chefe da equipe, Andrea Stella, afirmou que o recurso também busca esclarecer a forma como as penalidades são aplicadas e revisadas na Fórmula 1.

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Com o julgamento ainda pendente, a classificação final do GP de Mônaco permanece sob disputa. A Corte de Apelação da FIA agora terá a palavra final sobre a manutenção do terceiro lugar de Gasly ou uma possível devolução da posição a Hadjar.

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