F1: Alonso celebra primeiro Q3 da Aston Martin em 2026, mas vê poucas chances de pontuar no seco

Espanhol aproveitou condições de chuva para avançar à fase final da classificação em Interlagos, mas destacou falta de aderência

7 nov 2026 - 17h58
Foto: Aston Martin / Reprodução

Fernando Alonso comemorou a classificação para o Q3 do GP de São Paulo de Fórmula 1, mas reconheceu que a Aston Martin ainda está distante de disputar posições mais competitivas. Neste sábado (7), em Interlagos, o espanhol aproveitou as condições de pista molhada para avançar entre as dez primeiras posições pela primeira vez na temporada de 2026.

O bicampeão explicou que a chuva abriu uma oportunidade para equipes que normalmente enfrentam dificuldades de desempenho. Segundo ele, a Aston Martin precisou assumir riscos durante o Q1 e o Q2, quando as condições da pista ainda eram incertas, mas conseguiu avançar nas duas fases.

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"Obviamente, as circunstâncias abrem uma nova oportunidade para pessoas como nós, que estamos mais atrás. Hoje, assumimos alguns riscos no Q1 e no Q2, quando as condições eram um pouco desconhecidas para todos, e conseguimos passar. Foi nosso primeiro Q3 do ano, então estou obviamente satisfeito com isso", afirmou.

Apesar da satisfação com a classificação, Alonso esperava um desempenho melhor na fase decisiva. O espanhol foi o primeiro piloto a sair dos boxes no Q3, mas encontrou dificuldades para aquecer os pneus e não conseguiu extrair a aderência necessária. Ao analisar os tempos, destacou que a diferença para a sexta colocação era de 1s8, distância que considerou muito grande para sonhar com uma posição mais alta.

"Eu esperava um pouco mais no Q3. Fui o primeiro da fila, mas os pneus estavam, não sei, gelados, então não tinha aderência. Olhando para os tempos agora, o sexto colocado está 1s8 à minha frente. É uma diferença muito grande para realmente sonhar com qualquer posição melhor", avaliou.

Questionado sobre o impacto da chuva nas diferenças entre as unidades de potência, Alonso reconheceu que a menor utilização do acelerador permite reduzir parte da vantagem dos motores mais competitivos. No entanto, ressaltou que a dirigibilidade continua sendo um problema para a Aston Martin, especialmente pelo comportamento do carro nas curvas.

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"Obviamente, há menos tempo com o acelerador totalmente pressionado porque não existe aderência, então os outros não conseguem explorar a potência extra. Mas o motor continua sendo muito importante em termos de dirigibilidade e da maneira como se comporta nas curvas. Ainda temos um pequeno problema nessa área", explicou.

Para a corrida de domingo, o espanhol acredita que a chuva será fundamental para aumentar as possibilidades de pontuação da equipe. Alonso destacou que a baixa visibilidade, a aquaplanagem e as condições imprevisíveis podem favorecer quem conseguir administrar melhor os riscos durante a prova.

"Se chover, sim, teremos talvez uma chance um pouco maior. Será muito difícil, com carros rápidos largando atrás, mas a baixa visibilidade e uma corrida complicada em condições molhadas sempre nos oferecem uma oportunidade melhor de marcar pontos", declarou.

O cenário muda consideravelmente em caso de pista seca. Alonso lembrou que a Aston Martin terminou o terceiro treino livre apenas na 18ª posição e admitiu que a equipe está enfrentando dificuldades maiores do que o esperado em Interlagos.

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"Em condições de pista seca, não temos chances. Fomos, acho, 18º nesta manhã no TL3, então estamos sofrendo um pouco mais do que esperávamos aqui. Talvez a chuva possa nos ajudar", concluiu.

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