F1 2026: Piastri oferece análise realista da McLaren

Australiano nega que ajustes nos motores possam beneficiar clientes da Mercedes

24 abr 2026 - 17h26
Foto: Divulgação / F1

Oscar Piastri ofereceu uma análise realista da McLaren e admitiu desvantagem da equipe em relação a Mercedes, sua fornecedora de motores, negando que os novos ajustes beneficiar clientes da fabricante. Ele também ressaltou que a "peça mais importante do quebra-cabeça" é o chassi, e não a forma como o motor está sendo trabalhado.

Apesar da McLaren, atual campeã mundial de construtores, continuar sendo cliente da Mercedes nesta temporada, no Grande Prêmio da Austrália, o MCL40 ficou muito atrás da equipe alemã. O chefe de equipe, Andrea Stella reconheceu que eles esperavam mais paridade de desempenho ao usar componentes idênticos na unidade de potência. Ele admitiu que ainda há trabalho para extrair todo o potencial do conjunto e disse que a Mercedes parece compreender melhor o funcionamento do sistema.

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Stella também indicou que a equipe vem cobrando mais informações da fornecedora há semanas, e que há dificuldades na leitura de dados e na previsibilidade do comportamento do carro. Isso tem colocado a McLaren em desvantagem na hora de antecipar os ajustes e evoluções.

Depois três etapas da temporada de 2026, as regras relacionadas à gestão de energia com os novos motores foram ajustadas.

Na classificação, a recarga máxima de energia foi reduzida de 8 MJ para 7 MJ, enquanto a potência extra de aceleração subiu para 350 kW. Já nas corridas, essa potência adicional ficará limitada a +150 kW, com o MGU-K (gerador elétrico que recupera e entrega energia ao motor) funcionando a 350 kW nas zonas de aceleração e a 250 kW no restante da volta. Também haverá mudanças nas largadas, com um sistema que detecta falta de potência e ativa automaticamente o MGU-K para reduzir o risco de saídas lentas.

Embora Oscar Piastri gostasse da ideia de que os novos ajustes beneficiassem os clientes da Mercedes, ele admitiu que a desvantagem para a equipe alemã está em grande parte relacionada ao chassi.

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O australiano comentou que, no Japão, conseguiu maximizar o desempenho disponível com o pacote que tinha à disposição. Ainda assim, reconheceu que a equipe segue atrás em termos de downforce, além da performance do chassi. Para ele, a diferença não esteve na forma como a unidade de potência foi utilizada, mas sim na qualidade do carro em comparação aos rivais; sendo esse o principal ponto a ser resolvido no momento.

"Acho que a Mercedes tinha um melhor entendimento da unidade de potência e de como tirar o máximo proveito dela”, declarou o piloto da McLaren.

Atualmente, a equipe papaya tem trabalhado na melhoria do chassi, buscando aumentar o desempenho e otimizar o downforce entre as etapas do Japão e de Miami. Segundo Stella, o MCL40 terá grandes melhorias desenvolvidas nas etapas da América do Norte. E, devido a alteração do calendário de 2026, a equipe pôde trabalhar de forma mais eficiente nas atualizações, em vez de estarem ocupadas com as corridas.

Nesse cenário, a McLaren terá em Miami e no Canadá, um MCL40 completamente novo.

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