F1 2026: FIA analisa caso do motor Mercedes para evitar polêmicas na abertura da temporada

Entidade máxima do automobilismo e fabricantes buscam consenso após indícios de vantagem da Mercedes

31 jan 2026 - 16h22
Mercedes W12, carro de 2021
Mercedes W12, carro de 2021
Foto: Mercedes

A questão dos motores voltou ao centro das atenções antes do início da temporada 2026 da Fórmula 1. A semana de shakedown em Barcelona reforçou a percepção de que a Mercedes pode ter vantagem em sua nova unidade de potência, levando a FIA e os outros fabricantes a discutirem soluções para evitar protestos já no GP de abertura, em Melbourne, na Austrália.

O foco da controvérsia está no motor Mercedes, já que há o rumor de que a taxa de compressão do motor a combustão pode ultrapassar, em condições de alta temperatura, o limite de 16:1 previsto no regulamento. Segundo Nikolas Tombazis, diretor técnico da FIA para monopostos, o objetivo é esclarecer totalmente a situação antes da primeira corrida para evitar interpretações divergentes das regras.

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A FIA já aprovou a solução da Mercedes com base em medições feitas em temperatura ambiente, mas Ferrari, Honda, Audi pedem garantias adicionais de que o motor permanece legal em todas as condições de uso. Para os rivais, a vantagem estimada pode chegar a cerca de dois décimos por volta. Apesar de os testes não terem sido focados em performance e sim em confiabilidade dos novos motores híbridos e com combustível sintético, os números de Barcelona chamaram atenção: a Mercedes completou mais de 1.100 voltas com três equipes, contra cerca de 990 da Ferrari e pouco mais de 600 da Red Bull Powertrains Ford. Audi e Honda enfrentaram problemas iniciais e tiveram rodagem limitada.

Motor Híbrido de 2026
Foto: Mercedes

Entre as soluções discutidas, estão desde mudanças técnicas no motor a combustão para reduzir a diferença de desempenho até intervenções regulatórias temporárias, como ajustes no combustível fornecido à Mercedes. Há também a possibilidade de permitir correções fora do teto orçamentário antes da avaliação oficial das potências, prevista apenas para a sexta etapa do campeonato. Uma alternativa considerada seria exigir da Mercedes uma autocertificação formal garantindo que sua unidade de potência cumpre o regulamento em todas as condições. A FIA segue analisando as opções para chegar a uma decisão definitiva antes do início da temporada no dia 06 de Março, na Austrália. 

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