O ex-piloto brasileiro de Fórmula 1 Antônio Pizzonia, de 45 anos, foi preso no último sábado, 10, no Condado de Montgomery, no Texas, nos Estados Unidos. De acordo com registros das autoridades locais, a detenção ocorreu por agressão com lesão corporal, crime classificado como de Classe A pela legislação estadual.
Segundo informações divulgadas pelo TMZ Sports, o episódio aconteceu no Speedsportz Racing Park, local que sediava uma etapa do Superkarts USA Winter Series. Pizzonia acompanhava o filho, Antônio Pizzonia Neto, que participava da competição de kart. As circunstâncias exatas do incidente que levou à prisão ainda não foram detalhadas pelas autoridades.
Pela lei do Texas, agressão que resulta em lesão corporal é enquadrada no Artigo 22.01(a) do código penal, quando o acusado "intencionalmente, conscientemente ou por negligência causa lesão física a outra pessoa". A pena prevista pode chegar a até um ano de prisão, além de multa de até US$ 4 mil, ou até ambas as punições combinadas.
Natural de Manaus, Pizzonia construiu carreira relevante no automobilismo internacional. Ele ingressou na Fórmula 1 em 2003 como piloto de testes da Williams e, no mesmo ano, foi contratado pela Jaguar. Em 2004, retornou à Williams e disputou quatro grandes prêmios substituindo Ralf Schumacher. Sua última participação na categoria aconteceu no GP da China de 2005.
Ao todo, Pizzonia disputou 20 corridas na Fórmula 1. Fora da categoria, foi campeão da Fórmula Vauxhall, da Fórmula Renault e da Fórmula 3 Inglesa, além de ter competido na Stock Car entre 2007 e 2010. Até o momento, não há informações oficiais sobre fiança ou data de audiência do ex-piloto.
Antônio Pizzonia
Antonio Pizzonia teve uma passagem discreta pela F1, mas é lembrado como uma das promessas que não conseguiu se consolidar. O piloto brasileiro teve passagens pela Jaguar e Williams , mas não conseguiu alcançar resultados expressivos. No entanto, ele é lembrado por sua habilidade no desenvolvimento de carros e seu desempenho em corridas de testes. O Motorsport.com destaca que a Pizzonia teve dificuldades para se adaptar ao alto nível da competição, mas sempre mostrou muito potencial.