A IndyCar Series está vivenciando um momento de aquecimento na busca por novos mercados, e o Brasil desponta hoje como o destino internacional com as maiores chances de ser oficializado no calendário futuro da categoria. O Autódromo Internacional Ayrton Senna, localizado em Goiânia (GO), já procurou a organização da Indy para negociar uma data. O interesse mútuo é impulsionado pela recente reforma de 10 milhões de dólares que recapeou e modernizou o circuito misto, preparando o complexo goiano para o retorno da MotoGP em 2026. Embora a concretização desse projeto exija tempo e paciência, com projeções apontando uma possível estreia apenas para a temporada de 2028, o diálogo inicial sinaliza uma aproximação forte e aguardada com os fãs sul-americanos.
O esforço para trazer a principal categoria de monopostos dos Estados Unidos de volta ao solo brasileiro reflete a estratégia da Penske Entertainment de elevar o alcance global da marca. O presidente da IndyCar, Doug Boles, destacou que a direção precisa equilibrar estrategicamente os locais de corrida para garantir o sucesso comercial e televisivo, afirmando que a categoria não tem medo de explorar novos lugares que ofereçam grandes eventos. O traçado de Goiânia se beneficia diretamente dessa mentalidade, apresentando uma infraestrutura já atualizada que o coloca à frente de outras opções internacionais especuladas, exigindo agora apenas a evolução burocrática e logística natural de um evento desse porte.
Enquanto as atenções e as maiores probabilidades de longo curso se voltam para o estado de Goiás, o Japão é outra nação que trabalha ativamente nos bastidores para resgatar sua etapa tradicional. A Honda, em conjunto com agências governamentais japonesas e patrocinadores de peso como a NTT, deseja reviver as corridas no circuito de Motegi. Como o antigo oval sofreu danos irreversíveis durante o terremoto de Fukushima, a ideia é utilizar o traçado misto, que não recebe a Indy desde 2011. Contudo, assim como ocorre com o sólido projeto brasileiro, a empreitada asiática e as demais expansões internacionais da categoria demandam um longo período de maturação, reforçando que os novos capítulos da Indy pelo mundo estão sendo pavimentados com cautela para o final desta década.