Indy: Retorno ao Brasil entra no radar da categoria com foco em Goiânia

Goiânia surge como forte candidata para sediar etapa da categoria após reforma milionária no autódromo. Japão também busca retorno

16 abr 2026 - 11h59
Foto: Travis Hinkle / Penske Entertainment

A IndyCar Series está vivenciando um momento de aquecimento na busca por novos mercados, e o Brasil desponta hoje como o destino internacional com as maiores chances de ser oficializado no calendário futuro da categoria. O Autódromo Internacional Ayrton Senna, localizado em Goiânia (GO), já procurou a organização da Indy para negociar uma data. O interesse mútuo é impulsionado pela recente reforma de 10 milhões de dólares que recapeou e modernizou o circuito misto, preparando o complexo goiano para o retorno da MotoGP em 2026. Embora a concretização desse projeto exija tempo e paciência, com projeções apontando uma possível estreia apenas para a temporada de 2028, o diálogo inicial sinaliza uma aproximação forte e aguardada com os fãs sul-americanos.

O esforço para trazer a principal categoria de monopostos dos Estados Unidos de volta ao solo brasileiro reflete a estratégia da Penske Entertainment de elevar o alcance global da marca. O presidente da IndyCar, Doug Boles, destacou que a direção precisa equilibrar estrategicamente os locais de corrida para garantir o sucesso comercial e televisivo, afirmando que a categoria não tem medo de explorar novos lugares que ofereçam grandes eventos. O traçado de Goiânia se beneficia diretamente dessa mentalidade, apresentando uma infraestrutura já atualizada que o coloca à frente de outras opções internacionais especuladas, exigindo agora apenas a evolução burocrática e logística natural de um evento desse porte.

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Enquanto as atenções e as maiores probabilidades de longo curso se voltam para o estado de Goiás, o Japão é outra nação que trabalha ativamente nos bastidores para resgatar sua etapa tradicional. A Honda, em conjunto com agências governamentais japonesas e patrocinadores de peso como a NTT, deseja reviver as corridas no circuito de Motegi. Como o antigo oval sofreu danos irreversíveis durante o terremoto de Fukushima, a ideia é utilizar o traçado misto, que não recebe a Indy desde 2011. Contudo, assim como ocorre com o sólido projeto brasileiro, a empreitada asiática e as demais expansões internacionais da categoria demandam um longo período de maturação, reforçando que os novos capítulos da Indy pelo mundo estão sendo pavimentados com cautela para o final desta década.

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