O piloto brasileiro Caio Collet marcou presença nesta quinta-feira (21) no Media Day das 500 Milhas de Indianápolis. Estreante na lendária prova pela equipe AJ Foyt Enterprises, Collet largará da 32ª posição no grid de domingo. Durante a entrevista coletiva, ele se mostrou otimista com o ritmo de corrida de seu carro e detalhou a experiência de viver o grandioso clima do evento por dentro.
Apesar de enfrentar uma classificação mais complicada, o brasileiro fez questão de elogiar o equipamento. "Temos um carro muito rápido. Acho que tivemos um bom mês. Minha equipe trabalhou muito duro neste mês para mim, e fiquei confortável nas primeiras voltas", afirmou Collet. Ele ressaltou que, mesmo com o contratempo no qualifying, há uma prova longa pela frente.
Outro grande tema abordado pelo estreante foi o impacto do clima, especificamente do vento, na pilotagem dentro do famoso oval. Collet explicou de forma técnica como a mudança na direção do ar altera drasticamente o comportamento do carro. Segundo o piloto, nas curvas 1 e 4 a sensação era muito boa, como se estivesse pilotando com "100 quilos a mais de força". Em contrapartida, ao chegar nas curvas 2 e 3 com o vento a favor, a impressão era de que "a asa traseira estava fora". Para ele, é essencial que os pilotos sejam proativos com as ferramentas de dentro do cockpit para se adaptar rapidamente a essas condições.
Largando da penúltima fila, Collet sabe que a paciência e a tática serão fundamentais. O brasileiro apontou que os treinos da última segunda-feira foram cruciais, já que todo o pelotão começou a andar exclusivamente com configuração de corrida, tanque cheio e acumulando quilometragem. "Quando você está atrás do pelotão, isso muda um pouco a abordagem, e o que estamos fazendo com o carro muda um pouco, assim como a estratégia com a equipe", explicou. A meta para o domingo é encaixar boas estratégias de parada nos boxes para escalar o grid.
Para além das pistas, Collet também se rendeu à magnitude do evento. Tendo acompanhado o mês de maio de 2025 apenas como espectador, o novato agora vive a imersão total. "Não acho que você consiga entender o quão grande é a corrida até que você realmente a faça e comece a fazer parte dela", relatou. Ele destacou a energia dos fãs aglomerados em frente à garagem e o apoio recebido ao levar o carro para o pit lane nos dias mais tensos: "É realmente incrível fazer parte disso", concluiu.