De acordo com o site FE Notebook, a próxima temporada da Fórmula E pode sofrer mais alterações. A FIA teria realizado simulações recentes e chegou à conclusão que seria necessário utilizar todo o circuito do Autódromo Hermanos Rodríguez durante o E-Prix do México. Além de aproveitar os 4,3 km de extensão da pista, uma chicane temporária pode ser instalada na longa reta dos boxes para auxiliar na recuperação de energia.
A configuração atual é de pouco mais da metade do traçado, cerca de 2,548 km e passa pelo icônico Foro Sol. A mudança é necessária porque o Gen4 demanda um pouco mais de espaço. O carro é mais rápido e apresenta maior desempenho aerodinâmico, características que alteram os parâmetros que a FIA utiliza para avaliar a adequação dos circuitos: distância da volta, duração da corrida, regeneração de energia e estratégias de lift and coast estão entre os fatores considerados nas simulações.
O traçado anterior desenhado pela FIA também tem sido alvo de críticas. Em coletiva recente, o atual bicampeão, Pascal Wehrlein, considerou o circuito atual como pequeno demais, o que limita o aproveitamento do potencial do novo carro.
“O antigo circuito do México é pequeno demais para o carro Gen4. Portanto, certamente veremos diferentes configurações no futuro, que vão melhorar e mostrar da melhor maneira o carro Gen4, sua velocidade e sua aceleração”, concluiu o piloto alemão.
Ainda não houve confirmação oficial sobre os detalhes do novo traçado. Pablo Martino, responsável pelo Campeonato Mundial de Fórmula E dentro da entidade, afirmou que o e-Prix do México não será o único a contar com uma configuração diferente, mas os pilotos encontrarão configurações diferentes daquelas utilizadas em 2025/26.
Ainda segundo Martino, a preocupação não está relacionada à segurança, mas ao espetáculo. A intenção é garantir que as características dos circuitos e dos carros trabalhem juntas para produzir corridas competitivas.
O México, nesse sentido, pode ser apenas o primeiro capítulo de uma transformação maior. A chegada do Gen4 não muda somente a velocidade dos carros. Ela também força a Fórmula E a rever a maneira como suas pistas são desenhadas e utilizadas, em uma tentativa de fazer com que os circuitos acompanhem uma categoria que entra em uma nova fase de desempenho.