Após 30 anos, F1 pode ampliar marca histórica na abertura da temporada

A Fórmula 1 inicia a temporada 2026 em Melbourne sob o peso de uma marca histórica que pode completar três décadas caso o cenário recente se repita.

3 mar 2026 - 18h00
Foto: Esporte News Mundo

A temporada 2026 da Fórmula 1 começa neste fim de semana em Melbourne cercada por novidades técnicas, como as novas unidades de potência e a estreia da equipe Cadillac. Mas, além das mudanças no regulamento, um tabu histórico volta ao centro do debate: a hegemonia europeia entre os campeões mundiais.

Desde o título do canadense Jacques Villeneuve, em 1997, a categoria não coroa um campeão nascido fora da Europa. Se em 2026 o troféu ficar novamente no Velho Continente, o jejum para o restante do mundo chegará a 30 anos.

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Jacques Villeneuve –
Foto: Reprodução/X/F1 / Esporte News Mundo

O domínio também se reflete no grid atual. Dos 22 pilotos da temporada, apenas sete não são europeus. Entre os representantes do chamado "resto do mundo" estão Gabriel Bortoleto (Brasil), Franco Colapinto (Argentina), Sergio Pérez (México), Lance Stroll (Canadá), Oscar Piastri (Austrália), Liam Lawson (Nova Zelândia) e Alex Albon (Tailândia).

Em entrevista ao ge.globo, Gabriel Bortoleto afirmou que o cenário não é coincidência. Segundo o brasileiro, o automobilismo europeu construiu um nível de competitividade nas categorias de base muito superior ao de outras regiões. Ele relembrou que precisou se mudar para a Itália aos 12 anos para disputar campeonatos de alto nível no kart, ambiente que formou pilotos como Max Verstappen e Lando Norris.

Gabriel Bortoleto –
Foto: Divulgação/Sauber / Esporte News Mundo

Historicamente, o Brasil segue como a maior potência fora da Europa na Fórmula 1, com oito títulos mundiais conquistados por Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna. O Reino Unido lidera o ranking de conquistas, seguido pela Alemanha.

Em 2025, Oscar Piastri chegou a liderar o campeonato por diversas etapas e terminou a temporada como uma das principais ameaças ao domínio europeu. Para 2026, as esperanças de quebrar o tabu passam por nomes como o próprio australiano, correndo em casa na abertura, Gabriel Bortoleto em sua temporada de consolidação e Sergio Pérez, que tenta uma última investida contra a supremacia de Max Verstappen.

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A dificuldade apontada por Bortoleto escancara o principal obstáculo: o funil financeiro e geográfico da categoria, historicamente concentrada entre Inglaterra e Itália. Enquanto a formação de pilotos continuar centralizada na Europa, sul-americanos, asiáticos e oceânicos seguirão largando em desvantagem estrutural.

Programação do fim de semana:

A programação do GP da Austrália, no horário de Brasília, começa já na quinta-feira. Pela Fórmula 1, o Treino Livre 1 será às 22h30. Na sexta-feira, o Treino Livre 2 acontece às 2h, e mais tarde, às 22h30, será realizado o Treino Livre 3. A classificação está marcada para sábado, às 2h, enquanto a corrida acontece no domingo, à 1h. As atividades da F1 terão transmissão de SporTV, Globoplay e F1TV Pro, com a corrida também exibida pela Globo.

Na Fórmula 2, o Treino Livre será na quinta-feira, às 20h. A classificação ocorre na sexta-feira, às 0h55. A Corrida 1 está programada para sábado, às 0h10, e a Corrida 2 no mesmo dia, às 21h15. Todas as sessões terão transmissão de SporTV, Globoplay e F1TV Pro.

Já a Fórmula 3 abre suas atividades na quinta-feira, às 18h50, com o Treino Livre. A classificação será na sexta-feira, à 0h. A Corrida 1 acontece na sexta-feira, às 21h15, e a Corrida 2 no sábado, às 18h50, com transmissão pela F1TV Pro.

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