Antes da partida entre Brasil e Marrocos começar, o semblante no rosto da maioria dos torcedores era o mesmo: sorriso e esperança. Foi só a bola rolar que os sustos dentro de campo mudaram o ânimo do Terraiá. O gol de Vini Jr. no primeiro tempo até deu gás à torcida, mas aos poucos foi murchando e o pátio do Museu de Arte Moderna da Bahia (Mam) foi ficando cada vez mais vazio.
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Quando o jogo acabou, cerca de um terço do público já tinha ido embora – para um sábado à noite, a sensação era de frustração. Alguns poucos não se abalaram com o empate e deram um chega para lá na apatia com o movimento dos quadris ao som do hino nacional versão funk que tocou após o fim da partida.
Durante o jogo, algumas reações da torcida foram mais marcantes: houve grupos que vaiaram Neymar nos poucos segundos de aparição do craque em tela, sentado no banco de reserva; houve também muitos aplausos a Alisson, que nos minutos finais fez duas grandes defesas e ganhou mais confiança entre o público.
É possível que, por esses lances, Alisson tenha sido o nome da partida para a galera. Antes do jogo começar, a verdade é que poucos tinham um jogador predileto a quem torcer. Entre os entrevistados pelo Terra, apenas Endrick foi citado, mas o jovem não entrou em campo.
Ainda antes da partida, houve quem apostasse que ele mudaria tudo, tiraria o Brasil do empate e transformaria o jogo em goleada. Mas o menino não entrou, e a Seleção Brasileira estreou com aquela sensação de “e se” de novo.