Pouco depois dos portões do Museu de Arte Moderna da Bahia se abrirem, por volta das 15h, as amigas Manuela e Sheila estavam a postos para aproveitar os shows do Terraiá. Mas o compromisso com o festival começou bem mais cedo: as duas saíram às 5h de Jacobina, no centro-norte da Bahia, e encararam mais de 5 horas de estrada para verem o ídolo, Silva, segunda atração do São João do Terra, em Salvador.
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“A gente veio só para o Terraiá e já volta para curtir o São João de Jacobina”, diz Manuela, que quer aproveitar tudo o que a capital e o interior têm a oferecer. Ela confessa ainda estar curiosa para ver Silva cantando forró.
Se a mistura do MPB cantado por Silva com forró já causa expectativa, imagina forró com rock? Esse é o sonho da consultora Cecília Ramalho, que decidiu ir ao Terraiá com uma camisa que remete à Seleção Brasileira e à banda de heavy metal Sepultura.
“Eu gosto de imaginar um mashup, por exemplo, Feira de Mangaio com ritmo de heavy metal, ia ficar fantástico. São dois ritmos que combinam muito”, considera a jovem, que foi ao evento para assistir ao show de Mariana Aydar.
Cecília também vai aproveitar para acompanhar a estreia da Seleção direto do Terraiá, mas sem muitas expectativas. “Acho que vai ser 2 a 2. Se botar o menino Endrick, 4 a 2 para o Brasil”, brinca.
Já o casal de contadores, Marcelo e Wagner, nem sabem se vão acompanhar mesmo o jogo. Com camisas iguais que remetem a Luiz Gonzaga, os dois vieram mesmo pelo forró de Mariana Aydar, uma de suas cantoras favoritas.
Apesar da incerteza quanto ao jogo, o casal está, claro, torcendo pelo Brasil. Da sintonia entre os dois, só há uma divergência: um quer Neymar na Copa, o outro, bem longe.