Wall St sobe após Trump adiar ataques a usinas de energia iranianas

23 mar 2026 - 11h22

Os ‌principais índices de Wall Street subiam nesta segunda-feira depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que ordenou o adiamento dos ataques contra as usinas e infraestrutura de energia iranianas após "conversas produtivas" ⁠com Teerã.

No entanto, a Agência de Notícias Fars, do ‌Irã, contestou a declaração de Trump, citando uma fonte que disse não ter havido comunicação ‌direta com os Estados Unidos, nem ‌por meio de intermediários. Militares de Israel ⁠disseram que estão realizando ataques contra o Irã.

Publicidade

Os mercados globais apresentaram uma forte recuperação após as declarações de Trump, com o índice europeu STOXX 600 e os metais preciosos subindo, enquanto os preços ‌do petróleo passaram a cair, sinalizando uma melhora no ‌apetite por risco. ⁠Eles estavam ⁠sendo negociados em baixa após ameaças de ataques às redes ⁠de energia israelenses ‌e iranianas.

"O mercado acordou ‌nesta segunda-feira com algumas notícias potencialmente boas sobre o Oriente Médio. Mas para que qualquer rali de alívio se sustente, provavelmente será necessário algum ⁠avanço concreto no fronte geopolítico", disse Chris Larkin, diretor gerente de negociações e investimentos da E*TRADE do Morgan Stanley.

"Ainda estamos vivendo em um mercado movido a manchetes ‌e, com um calendário econômico leve nesta semana, o foco permanecerá (nos) preços do petróleo e na política."

Investidores ⁠reduziram as apostas no aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve após os comentários de Trump, e agora elas estão em 24% em dezembro, em comparação com mais de 50% antes, de acordo com o FedWatch do CME Group.

Publicidade

O Dow Jones Industrial Average subia 1,66%, para 46.336,25 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 1,52%, a 6.605,26 pontos, e o Nasdaq Composite tinha alta de 1,77%, para 22.033,90 pontos.

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
TAGS
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações