As vendas globais de veículos elétricos caíram 11% em fevereiro, arrastadas pelo maior recuo na China desde a pandemia no início de 2020, mostraram dados da consultoria Benchmark Mineral Intelligence (BMI) divulgados nesta sexta-feira.
A China, o maior mercado de veículos elétricos do mundo, registrou em fevereiro uma queda de 32% em relação ao ano anterior nos emplacamentos de carros elétricos e híbridos, para menos de 500 mil veículos, informou a BMI.
Isso é compatível à queda de 34% nas vendas gerais de automóveis no mês, registrada pela Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis.
"Os consumidores são muito sensíveis a preços", disse o gerente de dados da BMI, Charles Lester.
Em todo o mundo, os licenciamentos caíram pelo segundo mês seguido em fevereiro, atingindo pouco mais de 1 milhão de carros vendidos, o nível mais baixo desde o mesmo mês de 2024.
O mercado norte-americano sofreu uma contração de 35%, chegando a menos de 90 mil elétricos vendidos, caindo pelo quinto mês consecutivo após o fim de um esquema de crédito do governo para o segmento nos Estados Unidos em setembro e propostas do presidente Donald Trump para reduzir ainda mais os padrões contra emissão de gases causadores do efeito estufa.
No restante do mundo, as vendas de veículos elétricos cresceram 78%, chegando a mais de 180 mil carros, uma vez que as montadoras chinesas continuaram a expandir sua presença nos mercados asiáticos, na América do Sul e na Europa, ao mesmo tempo em que se defendem da concorrência acirrada no mercado interno.