Vendas de colheitadeiras no Brasil recuam quase 50% em fevereiro, diz Fenabrave

7 abr 2026 - 12h27

As vendas de colheitadeiras ‌no Brasil caíram quase pela metade em fevereiro em relação ao mesmo período do ano passado, pressionadas pelo cenário macroeconômico adverso, aumento de custos e pela maior preferência dos produtores pela locação de máquinas, mostraram dados divulgados nesta ⁠terça-feira pela Fenabrave.

Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos ‌Automotores (Fenabrave), foram vendidas 142 colheitadeiras em fevereiro, queda de 17% em relação a janeiro.

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Na comparação com fevereiro do ‌ano passado, o recuo foi ainda ‌mais acentuado, de 49,5%, ante 281 máquinas comercializadas em ⁠igual período de 2025.

No acumulado de janeiro e fevereiro, as vendas de colheitadeiras somaram 313 unidades, queda de 42,4% frente às 543 registradas nos dois primeiros meses do ano passado, segundo dados da entidade.

Executivos do setor apontam que ‌o ambiente macroeconômico mais restritivo, juros elevados e a alta ‌nos custos de produção ⁠têm levado ⁠produtores a adiar ou substituir investimentos.

Além disso, o aumento das tensões ⁠geopolíticas no Oriente Médio, ‌com a guerra envolvendo ‌o Irã, tem contribuído para maior cautela, ao elevar a volatilidade dos mercados e pressionar custos logísticos e de insumos.

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Outro fator que vem ganhando peso é a ⁠mudança no perfil de consumo. 

"Está crescendo no Brasil a locação de colheitadeiras. Acho que este ano o processo de locação está um pouco mais forte", disse a consultora econômica da Fenabrave, Tereza Fernandez.

Ela ‌indicou que produtores têm buscado alternativas para reduzir desembolsos e preservar caixa em um cenário de margens mais apertadas, ⁠diante de custos mais altos do diesel e de fertilizantes, na esteira da escalada da cotação do petróleo.

As vendas de tratores também tiveram queda na comparação anual, apesar de avanço mensal.

Em fevereiro, foram vendidas 2.662 unidades, alta de 40,8% frente a janeiro. Na comparação com o mesmo mês de 2025, no entanto, as vendas de tratores recuaram 29,5%.

No acumulado do primeiro bimestre, as vendas totalizaram 4.552 tratores, queda de 32,9% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Fenabrave.  

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