Vale prevê investir US$ 3,5 bilhões em projetos de cobre em Carajás até 2030

Estimativas consideram os investimentos planejados no projeto de Bacaba, que se encontra em implementação

23 fev 2026 - 10h25

A Vale prevê investir um total de US$ 3,5 bilhões em seus projetos de cobre na região de Carajás no período de 2026 a 2030, segundo atualização do cronograma da empresa divulgada nesta segunda-feira, 23.

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A empresa detalha em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que serão aplicados US$ 300 milhões em 2026, US$ 400 milhões em 2027, US$ 800 milhões em 2028, US$ 900 milhões em 2029 e US$ 1,1 bilhão em 2030.

As estimativas consideram os investimentos planejados para o desenvolvimento dos projetos de crescimento de cobre na região de Carajás e incluem o projeto de Bacaba, que se encontra em implementação.

Operação na unidade da Vale no município de Canaã dos Carajás, no Pará
Operação na unidade da Vale no município de Canaã dos Carajás, no Pará
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Fluxo de caixa livre

A empresa projeta uma sensibilidade do Fluxo de Caixa Livre da Vale Base Metals totalizando aproximadamente US$ 1,1 bilhão em 2026, em termos reais, baseada na curva futura de preços, com as cotações de cobre variando entre US$ 12.738 e US$ 12.870 por tonelada, de março a dezembro, e as de níquel, entre US$ 17.133 e US$ 17.691 no mesmo período.

A companhia também estima o Fluxo de Caixa Livre para o acionista (FCFE) da Vale entre US$ 4,6 bilhões e US$ 5,7 bilhões em 2026, em termos reais, o que corresponde a um FCFE yield de cerca de 7% a 8,5%.

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A projeção utiliza como premissa o consenso de Ebitda Proforma de 2026 de analistas sell side, de US$ 17,5 bilhões; capex entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões; e despesas financeiras líquidas e impostos de US$ 2,1 bilhões a US$ 2,5 bilhões.

A projeção considera ainda US$ 700 milhões em despesas relacionadas a Brumadinho e à descaracterização de barragens; entre US$ 900 milhões e US$ 1,1 bilhão referentes a coligadas e joint ventures; e de US$ 2,7 bilhões a US$ 2,9 bilhões em outros desembolsos, como pagamentos de juros sobre debêntures participativas, contratos de concessão ferroviária, transações de streaming e demais itens.

Segundo a empresa, os FCFE yields foram calculados com base no market cap de fechamento de 19 de fevereiro de 2026. Todas as demais estimativas indicadas no item 3 do Formulário de Referência permanecem inalteradas.

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