UE adia plano "Fabricado na Europa" após divergências sobre abrangência

23 fev 2026 - 09h27

A Comissão Europeia anunciou ‌na segunda-feira que adiou por uma semana o anúncio de uma política para dar prioridade a peças e produtos industriais fabricados na Europa, devido a divergências sobre a abrangência geográfica do ⁠programa.

As medidas -- que devem estabelecer limites mínimos para ‌peças fabricadas localmente em projetos que utilizam fundos públicos em setores estratégicos, incluindo baterias, ‌energia solar e eólica e ‌energia nuclear -- estavam programadas para serem ⁠anunciadas na quinta-feira.

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"Após discussão... a apresentação da IAA está agora prevista para 4 de março", disse um porta-voz do gabinete do vice-presidente executivo da Comissão, Stéphane Séjourné, referindo-se às políticas que ‌serão elaboradas ao abrigo da nova Lei do ‌Acelerador Industrial.

Governos, incluindo ⁠o da ⁠França, têm defendido a ideia de regulamentações "Fabricado na Europa", ⁠argumentando que as ‌indústrias europeias precisam ‌de proteção diante das importações mais baratas de mercados com regulamentações ambientais e outras menos rígidas.

Mas outros países, incluindo Suécia e República ⁠Tcheca, alertam que os requisitos de "compra local" podem dissuadir investimentos, aumentar preços em licitações governamentais e prejudicar a competitividade da UE globalmente.

Fabricantes de automóveis e ‌outras indústrias pediram que as proteções fossem estendidas além dos países da UE e da EFTA (Islândia, ⁠Noruega, Suíça e Liechtenstein) para incluir outros territórios em suas cadeias de abastecimento, incluindo Reino Unido e Turquia.

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A IAA faz parte do Acordo Industrial Limpo da Comissão, adotado em fevereiro do ano passado para impulsionar a competitividade global do bloco, particularmente com os rivais dos EUA e da China.

"Esperamos que esta semana adicional de discussões internas permita tornar a proposta ainda mais sólida", afirmou o porta-voz da Comissão.

(Alexander Chituc e Julia Payne)

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