Analistas do UBS BB elevaram a recomendação das ações da Vibra de neutra para compra e reiteraram compra para os papéis da Ultrapar, conforme relatório a clientes assinado pelo analista Tasso Vasconcellos e equipe.
O preço-alvo para Vibra passou de R$35 para R$38 e para Ultrapar aumentou de R$35 para R$36, de acordo com o documento que tem data da véspera.
"Antes dos conflitos no Oriente Médio, destacávamos que as margens poderiam atingir cerca de R$200/m³ em algum momento. Desde então, condições de mercado mais apertadas e uma posição de oferta mais forte por parte das grandes companhias levaram as margens a níveis recordes de R$250/m³-R$300/m³, patamar que esperamos que se mantenha ao longo do primeiro semestre de 2026", afirmam os analistas.
"Mesmo com uma normalização a partir do segundo semestre de 2026, acreditamos que o conflito acelerou a captura desses ganhos, com as margens provavelmente se sustentando mais próximas de R$200/m³ daqui em diante, enquanto o mercado parece estar precificando cerca de R$ 160/m³."
Na visão dos analistas, apesar desses fundamentos mais fortes, Ultrapar e Vibra acumulam quedas de cerca de 20% e 15%, respectivamente, em relação aos picos observados no início do ano, e atualmente são negociadas em múltiplos que eles consideram abaixo do justo.
Entre as duas, Vasconcellos e equipe afirmaram preferir Ultrapar, "principalmente devido ao seu portfólio mais diversificado e à desvalorização mais acentuada".
Na bolsa paulista, por volta de 13h25, Ultrapar avançava 3,22%, a R$24,65, enquanto Vibra tinha alta de 2,94%, a R$28,74. No mesmo horário, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,97%.