Trump fala em novas tarifas a remédios e chips, ameaça UE e diz que acordo com a China está próximo

Presidente americano também voltou a dizer que vai aumentar as tarifas para produtos da Índia, por conta das relações comerciais do país com a Rússia

5 ago 2025 - 10h33

O presidente americano Donald Trump anunciou nesta terça-feira, 5, durante entrevista à rede de TV CNBC, que a União Europeia (UE) pagará tarifa de 35% se "não cumprir suas obrigações" dentro do acordo comercial fechado com os EUA. Trump também disse que anunciará tarifas sobre semicondutores e empresas farmacêuticas na próxima semana.

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"A Suíça faz uma fortuna com produtos farmacêuticos. Inicialmente, aplicaremos uma tarifa pequena sobre produtos farmacêuticos", disse.

Na entrevista, o presidente americano também celebrou acordos fechados com outros países, como Japão, Indonésia e Coreia do Sul, que abriram seus mercados para os EUA, mas voltou a dizer que a Índia "não é uma boa parceira comercial". "Vou aumentar a tarifa para eles substancialmente por conta do petróleo da Rússia", disse.

O republicano menosprezou possíveis aumentos de preços do petróleo por conta da guerra tarifária e afirmou "não estar preocupado" com a situação. "Se os preços de energia baixarem o suficiente, (Vladimir) Putin deixará de matar e isso seria bacana", disse.

Em relação à China, Trump afirmou que o presidente chinês, Xi Jinping, com quem ele disse ter uma relação positiva e de respeito, procurou marcar uma reunião com os americanos: "Posso encontrá-lo até o fim do ano, se houver um acordo." Segundo ele, um acordo entre EUA e China está próximo.

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Ainda nas entrevista, Trump disse que "provavelmente" não se candidatará novamente à presidência dos EUA.

Scott Bessent e o Fed

Na entrevista à CNBC, Trump disse o Escritório de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos (BLS, na sigla em inglês) é "antiquado e muito político", e insinuou, sem citar provas, sobre a mudança nos dados de trabalho antes e depois da sua eleição.

"Anunciaram números fenomenais de trabalho antes das eleições e, depois que eu fui eleito, realizaram revisões para baixo nos dados. Falar que os números não são políticos? 'Dá um tempo'", disse.

Na sexta-feira, 1º, Trump mandou demitir a responsável pelo BLS, Erika McEntarfer, depois que o escritório divulgou números fracos de criação de empregos nos EUA.

Com maiores expectativas para cortes dos juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião de setembro, Trump voltou a dizer que o presidente do BC americano, Jerome Powell, é "muito político e atrasado". "Ele está sempre atrasado, só cortou os juros antes das eleições", disse.

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Segundo o republicano, o ex-diretor do Fed Kevin Warsh e o diretor do Conselho Econômico dos EUA, Kevin Hasset, são candidatos "muito bons para o Fed". Trump afirmou que, além deles, outros dois candidatos estão sendo considerados para o BC americano, mas descartou o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.

"Bessent está fora da lista do Fed, ele quer permanecer onde está agora. Ele está realizando um ótimo trabalho no Tesouro", acrescentou. Para Trump, a renúncia da diretora do Fed Adriana Kugler "foi uma surpresa muito agradável".

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