Trabalho home office se mantém acima do nível pré-pandemia em 2025

Quase 8% da população ocupada trabalhava de casa no ano passado, mais do que o dobro de 2012, segundo levantamento do IBGE

23 set 2026 - 11h48
Resumo
Segundo o IBGE, 7,9% dos trabalhadores atuavam em home office em 2025. O índice manteve-se estável em relação a 2024, superando o patamar pré-pandemia de 2019 (5,8%) e mais que dobrando ante 2012 (3,6%), embora abaixo do pico de 2022 (8,4%). Enquanto 60,2% das pessoas ainda trabalham nas empresas, a adesão feminina ao trabalho remoto (12,5%) foi mais que o dobro da masculina (5%). A pesquisa foca na atividade principal e exclui servidores públicos e trabalhadores domésticos.

RIO - Em 2025, quase 8% (7,9%) da população ocupada trabalhava de casa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice se manteve acima do período pré-pandemia e mais do que dobrou em relação a 2012. Por outro lado, 60,2% dos trabalhadores trabalham no próprio local de suas empresas.

Os dados constam do estudo Pnad Contínua: Características Adicionais do Mercado de Trabalho - 2025, divulgado nesta quarta-feira, 23, pelo IBGE, cuja série histórica começa em 2012. Por causa da pandemia, o trabalho não foi realizado para os anos de 2020 e de 2021.

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Participação de mulheres no trabalho em casa é superior à de homens, segundo o IBGE
Participação de mulheres no trabalho em casa é superior à de homens, segundo o IBGE
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Estadão

No início da pesquisa, em 2012, 3,6% da população ocupada trabalhava em home office. A pesquisa não contabiliza trabalhadores domésticos ou no serviço público.

Em 2019, ano imediatamente anterior ao início da emergência sanitária, o porcentual foi de 5,8%. Em 2022, primeiro dado pós-pandemia, o índice deu um salto para 8,4%, a maior taxa da série histórica. A proporção desacelerou para 7,9% em 2024, mantendo-se estável em 2025.

A participação de mulheres no trabalho em casa foi superior à de homens. Entre as mulheres ocupadas, 12,5% trabalhavam em home office em 2025, mais que o dobro da parcela de 5% dos homens.

A metodologia considera o local principal de trabalho. A pesquisa não contabiliza isoladamente a alternância de dias entre presencial e home office. Para quem trabalha em regime híbrido, por exemplo, o grupo em que ela está classificada depende se o número maior de dias de trabalho é presencial ou em casa.

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