O movimento de venda generalizada em tecnologia vem com mais força sobre os mercados do que a notícia positiva da queda do petróleo. Na Ásia, a liquidação das ações de tecnologia derrubou os principais índices. O Kospi caiu 5,81%, chegando a acionar o circuit breaker.
Os mercados globais encerram a semana em baixa, pressionados por uma forte realização de lucros nas ações de tecnologia. O aumento dos custos da infraestrutura de inteligência artificial reacendeu dúvidas sobre o ritmo de expansão do setor e sobre as elevadas avaliações das big techs, levando investidores a reduzir exposição ao segmento.
O movimento se intensificou após a Apple anunciar reajustes nos preços de MacBooks e iPads, reforçando o temor de que o aumento dos custos da cadeia global de suprimentos comece a ser repassado aos consumidores e afete a demanda por eletrônicos.
Nem mesmo a queda do petróleo foi suficiente para conter o mau humor dos mercados. A commodity recua mais de 3% nesta sexta-feira e caminha para uma perda semanal expressiva, refletindo a retomada gradual da navegação pelo Estreito de Ormuz e a recuperação da oferta global. Há pouco, o Brent caía 3,47%, para US$ 72,65 por barril, enquanto o WTI recuava 3,42%, para US$ 69,46, devolvendo praticamente todos os ganhos registrados durante a escalada das tensões no Oriente Médio.
O movimento de venda generalizada em tecnologia vem com mais força sobre os mercados do que a notícia positiva da queda do petróleo. Na Ásia, a liquidação das ações de tecnologia derrubou os principais índices. O Kospi caiu 5,81%, chegando a acionar o circuit breaker, enquanto Samsung Electronics recuou 5,3% e SK Hynix perdeu 8,36%.
Na Europa, as bolsas também operam em baixa, com o setor de tecnologia liderando as perdas. No noticiário local, em Frankfurt, a Zalando se destaca entre as maiores quedas após o regulador financeiro alemão abrir uma auditoria sobre suas demonstrações financeiras relacionadas a uma aquisição.
No Brasil, entre os destaques do setor corporativo, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos DTVM, empresa investigada na Operação Compliance Zero por administrar fundos ligados aos supostos esquemas de fraude envolvendo o Banco Master.
A decisão foi tomada após o BC identificar o agravamento da situação financeira da instituição, além de irregularidades consideradas graves na condução dos negócios. A autoridade também determinou o bloqueio dos bens dos controladores e ex-administradores da empresa.
No mercado brasileiro: BC realizará venda de até US$ 1 bilhão em dólares no mercado à vista e ofertará até 20 mil contratos de swap cambial reverso. À tarde, às 14h30, o Tesouro Nacional publica o Relatório Mensal da Dívida Pública referente ao mês de maio.
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