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Taxas dos DIs têm baixas leves em meio à queda dos rendimentos dos Treasuries

29 out 2026 - 10h26
Resumo
As taxas dos DIs operam em leve baixa nesta quinta-feira, acompanhando a queda dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo após novos dados econômicos dos EUA, como PIB e PCE. No cenário doméstico, o mercado repercute o superávit primário de R$ 4,839 bilhões em setembro e monitora os rumos fiscais da reeleição de Lula, além das tensões geradas pela ida de Flávio Bolsonaro aos EUA após contestar o resultado eleitoral, o que desperta cautela sobre potenciais atritos diplomáticos e impactos no câmbio.

As taxas dos ‌DIs oscilavam com leves baixas nesta manhã de quinta-feira, enquanto no exterior o petróleo e os rendimentos dos Treasuries cediam após a divulgação de novos dados sobre a economia norte-americana.

Às 10h07, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,355%, em baixa de 5 pontos-base ante o ajuste de 14,405% ⁠da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do ‌DI para janeiro de 2035 estava em 15,115%, com recuo de 2 pontos-base ante 15,13%.

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No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para ‌decisões de investimento-- caía 4 pontos-base, a 5,003%.

Os ‌Estados Unidos divulgaram nesta manhã que o Produto Interno Bruto (PIB) do ⁠país cresceu 3,4% no terceiro trimestre do ano, acima da projeção de 3,2% dos economistas ouvidos pela Reuters, enquanto os gastos do consumidor em setembro avançaram 0,5%.

Já o núcleo do índice de inflação PCE, bastante acompanhado pelo Federal Reserve para a formulação da política monetária, subiu 0,3% em setembro, em linha com o ‌esperado. O PCE cheio avançou 0,5% no mês passado.

Em outra divulgação, os EUA informaram ‌que os pedidos de ⁠auxílio-desemprego no país somaram ⁠194 mil na semana passada, ante estimativa de 199 mil.

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Na esteira dos números, os rendimentos ⁠dos Treasuries perderam força.

Já o petróleo ‌Brent cedia 1%, para US$114,17 ‌o barril -- um nível ainda elevado, que mantém as preocupações com o impacto inflacionário da guerra no Oriente Médio.

Neste cenário, as taxas dos DIs exibiam leves baixas ante os ajustes da véspera, com investidores também atentos aos ⁠desdobramentos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na quarta-feira, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência da República, chegou aos EUA após fugir do Brasil.

Investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, Flávio se declarou em carta "legítimo ‌presidente eleito" e, posteriormente, "líder do Brasil".

Os partidos da base de apoio de Flávio, no entanto, reconheceram a eleição de Lula.

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No mercado, um dos receios é de ⁠que a presença de Flávio nos EUA eleve os atritos do país com o Brasil, o que poderia afetar a economia e, no limite, o câmbio e os juros.

Os agentes do mercado também aguardavam detalhes sobre a política econômica no novo governo Lula, incluindo a definição do ministro da Fazenda no próximo mandato.

Nesta manhã, o Tesouro Nacional informou que o governo central registrou forte elevação de receitas em setembro e alcançou no mês um superávit primário de R$4,839 bilhões. O resultado foi melhor que o saldo negativo de R$14,379 bilhões observado no mesmo mês de 2025.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que o dado, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, fosse superavitário em R$4,650 bilhões no mês passado.

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(Edição de Isabel Versiani)

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