As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) iniciaram a terça-feira em baixa, dando continuidade ao movimento da véspera e em sintonia com o recuo dos rendimentos dos Treasuries no exterior, onde a guerra no Oriente Médio segue conduzindo os negócios.
Às 10h06, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,955%, com baixa de 15 pontos-base ante o ajuste de 14,108% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 14,025%, com queda de 11 pontos-base ante 14,13%.
No exterior, o preço do petróleo tipo Brent voltou a subir, para acima dos US$117 o barril, mas ainda assim os rendimentos dos Treasuries caem, em meio a preocupações com os impactos da guerra na atividade econômica norte-americana. Na véspera, estes temores já haviam conduzido o recuo dos rendimentos dos títulos norte-americanos.
Às 10h06, o rendimento do Treasury de dois anos -- que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo -- tinha queda de 4 pontos-base, a 3,793%.
Nesta terça-feira, as forças iranianas atacaram um navio petroleiro totalmente carregado perto de Dubai, apesar da ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o país destruirá as usinas de energia do Irã se Teerã não aceitar um acordo de paz, reabrindo o Estreito de Ormuz.
Na agenda de indicadores, serão divulgados nos EUA às 11h dados sobre a confiança do consumidor e o relatório Jolts de empregos.
No Brasil, o Banco Central informou mais cedo que a dívida bruta brasileira atingiu 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em fevereiro -- o maior percentual desde outubro de 2021, quando o país ainda enfrentava os impactos econômicos da pandemia de Covid-19, que elevou os gastos públicos.
O aumento da dívida bruta, um dos indicadores mais observados pelas agências globais de classificação de risco, tem sido uma das fontes de críticas ao atual governo e um dos fatores considerados na precificação dos DIs, em especial os de longo prazo.
Às 14h30, o Ministério do Trabalho e Emprego divulgará os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de fevereiro. A resiliência do mercado de trabalho é outro fator que vem sendo observado pelo mercado e pelo próprio BC em suas projeções.
Neste cenário, na última quinta-feira -- dado mais recente -- as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 43,50% de probabilidade de corte de 25 pontos-base da Selic em abril, 28,50% de chance de manutenção da taxa básica em 14,75% e 19,50% de possibilidade de redução de 50 pontos-base.
Veja como estavam as taxas dos principais contratos de DI às 10h06 desta terça-feira:
Mês Ticker Taxa Ajuste Variação
(% anterior (p.p.)
a.a.) (% a.a.)
JAN/27 14,18 14,299 -0,119
JAN/28 13,955 14,108 -0,153
JAN/29 13,91 14,056 -0,146
JAN/30 13,95 14,09 -0,14
JAN/31 13,985 14,117 -0,132
JAN/35 14,025 14,13 -0,105
(Edição de Isabel Versiani)