As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) exibem perdas firmes nesta quarta-feira, com o mercado eliminando parte dos prêmios de risco da curva a termo na esteira de notícias de que Irã e EUA podem estar próximos de um acordo para encerrar a guerra.
Às 10h27, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,63%, em baixa de 20 pontos-base ante o ajuste de 13,825% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,725%, com queda de 14 pontos-base ante 13,865%. O movimento dos DIs está em sintonia com o dos Treasuries. No mesmo horário, o rendimento do título de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- cedia 5 pontos-base, a 4,362%.
Uma fonte paquistanesa, familiarizada com as conversas diplomáticas, afirmou que Irã e EUA estão perto de um acordo sobre um memorando de uma página para encerrar o conflito no Golfo Pérsico.
Essa informação surge após o site Axios ter noticiado que a Casa Branca acredita estar perto de um memorando de uma página para encerrar a guerra com o Irã, depois que o presidente norte-americano Donald Trump suspendeu uma missão naval de três dias para reabrir o Estreito de Ormuz.
O otimismo de que os dois países possam de fato chegar a um acordo para reabrir o estreito -- por onde passam 20% do petróleo e do gás comercializado no mundo -- conduzia a busca por ativos de risco nesta quarta-feira, como ações.
O petróleo Brent cedia perto de 6%, para a faixa de US$103 o barril, reduzindo as preocupações em torno dos efeitos da guerra sobre a inflação nos países.
Na renda fixa brasileira, isso se traduzia na baixa das taxas dos DIs em toda a curva.