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Taxas dos DIs caem após IPCA abaixo do esperado em junho

10 jul 2026 - 10h11

As taxas ‌dos DIs operavam com baixas firmes na manhã desta sexta-feira, após a inflação de junho no Brasil ficar abaixo do esperado, reforçando a perspectiva de corte da taxa básica Selic em agosto.

Às 9h34, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,855%, em ⁠queda de 19 pontos-base ante o ajuste de 14,04% da sessão ‌anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,28%, com recuo de ‌15 pontos-base ante o ajuste de 14,431%.

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O ‌Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA, ⁠o índice oficial de inflação, subiu 0,16% em junho, ficando abaixo da taxa de 0,58% de maio e da projeção de 0,31% dos analistas ouvidos pela Reuters. Nos 12 meses até junho, a inflação ficou em 4,64%, abaixo dos 4,80% projetados.

O resultado abaixo do esperado ‌fortalece a perspectiva de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco ‌Central possa promover ⁠mais um corte ⁠de 25 pontos-base da Selic no início de agosto -- algo que já vem ⁠sendo precificado no mercado.

"Sem dúvida, o ‌número (do IPCA) reforça a ‌percepção de que o Copom seguirá cortando a Selic. Em agosto nos parece certo", avaliou o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em relatório. "A dinâmica dos preços dos alimentos e ⁠do petróleo determinarão a expansão do ciclo de corte."

Na última quarta-feira -- atualização mais recente -- a precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava 72% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic em agosto, contra 26,9% ‌de probabilidade de manutenção da taxa básica em 14,25%. Três semanas antes, em 17 de junho, o quadro era o inverso, com ⁠27,5% para corte de 25 pontos-base e 67% para manutenção.

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O recuo das taxas dos DIs no Brasil ocorre na contramão do exterior, onde os rendimentos dos Treasuries oscilavam entre a estabilidade e leves ganhos. O petróleo Brent também mostrava certa estabilidade, na faixa dos US$76 o barril, ainda que o cenário da guerra no Oriente Médio siga nebuloso.

Dados de rastreamento mostraram que navios-tanque de gás natural liquefeito passaram pelo Estreito de Ormuz nos últimos dias, enquanto 22 embarcações ligadas ao Japão deixaram o Golfo Pérsico desde terça-feira, mas o tráfego diário geral diminuiu à medida que as tensões entre EUA e Irã se intensificaram.

(Edição de Pedro Fonseca)

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