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Tarifaço de Trump: veja cronologia até chegar a nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

Medida entra em vigor na próxima quarta-feira, 22; confira linha do tempo do tarifaço

16 jul 2026 - 13h00
EUA confirmam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados
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O governo de Donald Trump confirmou na quarta-feira, 15, a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. A medida, oficializada por Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), entra em vigor na próxima quarta-feira, 22. Entenda a medida e relembre a cronologia do tarifaço.

Por que os EUA taxam o Brasil?

A tarifa adicional de 25% foi proposta no último dia 1º de junho, após o Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) concluir uma investigação sobre práticas comerciais do Brasil, ordenada pelo presidente Donald Trump.

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No relatório, a medida afirma se basear na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 dos EUA, que pode ser usada para "responder a práticas injustificáveis, desarrazoadas ou discriminatórias de governos estrangeiros que oneram ou restringem o comércio dos EUA".

O USTR acusou o Brasil de adotar práticas ilegais em comércio digital, serviços de pagamento eletrônico --como o Pix--, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, como o desmatamento ilegal. 

Um mês depois, o governo brasileiro enviou uma resposta ao USTR. No documento, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, defendeu que o Pix está "longe de excluir empresas estrangeiras".

Presidente Donald Trump
Presidente Donald Trump
Foto: Reuters/Jonathan Ernst

Linha do tempo da crise (2025 - 2026)

Governo Lula diz que decisão é 'marco lastimável' e que acionará reciprocidade após novo tarifaço dos EUA
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Isenções e penalizações

Na prática, setores brasileiros podem ter de lidar com tarifas totais de 37,5%. Isso porque ainda deve se sobrepor à taxa de 25% uma tarifa de 12,5%, anunciada pelos EUA em um outro relatório referente a uma investigação sobre o trabalho forçado em 60 países.

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Neste segundo caso, a recomendação é a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos originários desses mercados, prevendo dois níveis de taxação: 10% e 12,5%. O Brasil está incluído no grupo de 46 economias sujeitas à alíquota mais elevada; outras 14 devem ser taxadas em 10%.

No anúncio de 1º de junho, o USTR divulgou simultaneamente uma lista de produtos que devem ser excluídos da taxa de 25%. São eles:

  • Aeronaves e partes aeronáuticas;
  • Suco de laranja;
  • Alimentos;
  • Celulose;
  • Determinados minerais;
  • Fertilizantes;
  • Minerais críticos e estratégicos;
  • Insumos industriais relevantes para cadeias produtivas norte-americanas.

Com a confirmação da taxação, ainda são aguardados detalhes sobre a forma como a medida será implementada.

Reação diplomática e bastidores políticos

Logo após os EUA oficializarem o novo tarifaço de 25%, o governo brasileiro soltou uma nota oficial criticando a decisão, que classificou como um "marco lastimável" na história das relações entre Brasil e EUA.

"Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso País. O Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio. Apesar disso, nunca deixamos a mesa de negociação para defender os interesses nacionais", diz o comunicado.

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A publicação oficial do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) culpou a família Bolsonaro pela nova medida adotada pelo presidente Donald Trump. A nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), diz que o Executivo "iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade" e "retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC)".

Antes da confirmação da medida, ministros do governo do presidente Lula contestaram as acusações apresentadas pelos Estados Unidos para justificar a tarifa. O tema também passou a ser explorado pela oposição às vésperas do início da disputa eleitoral.

Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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