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Crime organizado movimenta bilhões por meio de criptomoedas, alerta órgão global

16 jul 2026 - 12h21

‌Criminosos estão se aproveitando de lacunas na regulamentação para movimentar bilhões em rendimentos ilícitos por meio do setor de criptomoedas, afirmou nesta quinta-feira o Grupo de ⁠Ação Financeira (Gafi), em sua mais recente ‌análise sobre o papel dos ativos virtuais e do financiamento ilícito.

O relatório ‌do Gafi, grupo intergovernamental ‌de combate à lavagem de ⁠dinheiro com sede em Paris, afirmou que os crimes envolvendo criptomoedas tornaram-se mais "complexos e interconectados" no último ano.

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De acordo com o documento, órgãos reguladores, instituições financeiras ‌e empresas do setor de criptomoedas enfrentam "desafios ‌significativos e ⁠contínuos" ⁠para detectar e impedir fluxos de lavagem de dinheiro ⁠provenientes ‌de esquemas fraudulentos e ‌redes de fraudes de investimento.

O grupo afirmou que houve alguma melhora no número de países que seguem suas ⁠recomendações. Em abril de 2026, 51 das 149 jurisdições avaliadas estavam "amplamente em conformidade" com os padrões do Gafi para criptomoedas -- ‌pouco mais de um terço (34%), um aumento em relação aos 29% do ano ⁠anterior.

Ainda assim, permanecem "lacunas significativas" ao se implementar medidas concretas para reduzir o crime relacionado a criptomoedas.

Conforme o Gafi, o uso de stablecoins -- criptomoedas atreladas a algum ativo de referência, como o dólar -- por agentes ilícitos aumentou no último ano, com algumas redes criminosas desenvolvendo suas próprias stablecoins, capazes de resistir ao congelamento ou à apreensão pelas autoridades.

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