O crescimento do setor de serviços dos Estados Unidos desacelerou em março, enquanto os preços pagos pelas empresas por insumos subiram para um nível próximo da máxima em três anos e meio, um sinal inicial de que a guerra com o Irã está aumentando as pressões inflacionárias.
O Instituto de Gestão de Fornecimento informou nesta segunda-feira que seu índice de gerentes de compras do setor não manufatureiro caiu de 56,1 em fevereiro para 54,0 no mês passado. Economistas consultados pela Reuters previam leitura de 54,9. Um resultado acima de 50 indica crescimento no setor de serviços, que responde por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA.
O conflito entre os EUA e Israel contra o Irã, agora em seu segundo mês, aumentou os preços globais do petróleo em mais de 50%. O preço médio nacional da gasolina no varejo subiu acima de US$4 por galão pela primeira vez em mais de três anos. Os economistas esperam que o impacto da guerra sobre a inflação apareça no relatório do índice de preços ao consumidor de março, previsto para ser divulgado na sexta-feira.
Os preços ao produtor já aumentaram em fevereiro, em antecipação à escalada do conflito no Oriente Médio.
A medida da pesquisa do ISM para os preços pagos pelas empresas pelos insumos subiu para 70,7, a leitura mais alta desde outubro de 2022, de 63,0 em fevereiro.
Esse indicador permaneceu elevado, com as empresas culpando os custos crescentes das tarifas do presidente Donald Trump, que desde então foram derrubadas pela Suprema Corte dos EUA. Mas Trump respondeu impondo uma tarifa global por até 150 dias.
As consequências previstas do conflito para a inflação diminuíram muito as chances de um corte na taxa de juros este ano. O Federal Reserve manteve sua taxa de juros de referência na faixa de 3,50% a 3,75% no mês passado.