O Boletim Focus desta segunda-feira (6) elevou pela quarta semana seguida as projeções para a inflação em 2026. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,31%, na semana passada, para 4,36%.
Em meio aos conflitos no Oriente Médio e as preocupações globais com a pressão inflacionária, os analistas consultados pelo Banco Central elevaram ainda as estimativas para o IPCA no ano que vem. A mediana passou de 3,84% em 2027 para 3,85%.
Para 2028, a projeção para a inflação subiu para 3,60%. Já para 2029, a estimativa se manteve inalterada em 3,5%.
O Boletim Focus é um relatório semanal divulgado pelo Banco Central que reúne as expectativas de economistas e instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira
Estimativas para Selic, câmbio e PIB seguem inalteradas
Apesar das revisões para o IPCA, as projeções do Focus para outros importantes indicadores permaneceram estáveis. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a expectativa de crescimento em 2026 foi mantida em 1,85%. Já para 2027, a estimativa segue em 1,80%, patamar que permanece inalterado há 14 semanas.
Para os anos seguintes, as projeções também continuam sem mudanças. O mercado projeta expansão de 2,00% para o PIB em 2028, nível mantido há 108 semanas, enquanto para 2029 a expectativa também permanece em 2,00%, estável há 55 semanas.
No câmbio, a estimativa para a cotação do dólar ao fim de 2026 foi mantida em R$ 5,40 pela terceira semana consecutiva. Para 2027, a projeção também ficou estável em R$ 5,45 pela segunda semana seguida. Já para 2028 e 2029, o mercado segue projetando a moeda norte-americana em R$ 5,50, patamar estável há oito e duas semanas, respectivamente.
Em relação à política monetária, a projeção do Boletim Focus para a taxa Selic ao fim de 2026 foi mantida em 12,50% ao ano, estável pela segunda semana consecutiva. Para 2027, a estimativa segue em 10,50%, sem alterações há 60 semanas. Já para 2028, a taxa permanece em 10,00%, estável há 11 semanas, enquanto para 2029 a expectativa continua em 9,75%.