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Relatório do Fed menciona aceleração da inflação

10 jul 2026 - 13h09

A ‌inflação nos EUA "aumentou ainda mais nesta primavera", à medida que o impacto crescente das tarifas, custos de energia impulsionados pelo conflito no Oriente Médio e a expansão acelerada da tecnologia de inteligência artificial intensificaram pressões sobre os preços que começaram a se formar no ano passado, ⁠afirmou o Federal Reserve nesta sexta-feira em um novo relatório encaminhado ao ‌Congresso, antes de audiências sobre política monetária na próxima semana.

"A inflação subiu este ano e permanece elevada em relação à meta de ‌longo prazo do Comitê Federal de Mercado ‌Aberto (FOMC) de 2%", com dados mais recentes mostrando que o Índice ⁠de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês) estava em cerca do dobro dessa taxa em maio, segundo o relatório.

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Em contrapartida, "o mercado de trabalho se estabilizou, com a demanda e a oferta praticamente em equilíbrio", e a taxa de desemprego de junho, de ‌4,2%, ainda é "baixa", afirmou o relatório do Fed, ao mesmo tempo em ‌que destacou as mudanças ⁠nas tendências demográficas ⁠que estão ajudando a manter essa situação.

"Uma desaceleração acentuada na imigração e quedas contínuas ⁠na participação na força de ‌trabalho, devido ao envelhecimento ‌da população, levaram a uma desaceleração no crescimento da oferta de mão de obra", afirma o documento.

Este é o primeiro relatório de política monetária ao Congresso divulgado sob a gestão do novo presidente ⁠do Fed, Kevin Warsh, que deve comparecer perante comissões da Câmara dos Deputados e do Senado na próxima terça e quarta-feira, no que são supostamente revisões semestrais da política monetária pelo Congresso. A habitual audiência da primavera foi adiada ‌em meio à controvérsia entre o ex-presidente do Fed, Jerome Powell, e o presidente Donald Trump, com Warsh assumindo o cargo no final ⁠de maio, após o término do mandato de Powell à frente do banco central.

O Fed mantém as taxas de juros estáveis desde dezembro, mas preocupações com a inflação levaram os investidores a antecipar aumentos nas taxas ainda este ano.

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A menção à IA como fator impulsionador da inflação, pelo menos no curto prazo, é notável. Warsh tem visto a tecnologia como uma fonte de redução da inflação, dado o provável impulso que ela dará à produtividade, mas reconheceu recentemente que o momento em que esses ganhos de produtividade e do lado da oferta ocorrerão é incerto, enquanto a demanda por eletricidade, chips e outros materiais envolvidos na expansão do setor continua.

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