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Raízen: dívida líquida avança 69,9% em um ano e atinge R$ 58,2 bi

Segundo a companhia, plano de recuperação extrajudicial deverá contribuir para reduzir a alavancagem, preservar as operações e estabelecer uma estrutura de capital sustentável

29 jun 2026 - 19h29

A dívida líquida da Raízen encerrou o quarto trimestre do ano-safra 2025/26 (1º de janeiro a 31 de março de 2026) em R$ 58,229 bilhões, alta de 69,9% em relação aos R$ 34,264 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. Na comparação com o terceiro trimestre, o endividamento aumentou 5,3%, ante R$ 55,322 bilhões.

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Como reflexo do maior endividamento, a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda (sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado dos últimos 12 meses, passou de 3,2 vezes para 5,2 vezes na comparação anual.

Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o indicador recuou levemente de 5,3 vezes para 5,2 vezes, beneficiado pela expansão do Ebitda ajustado dos últimos 12 meses.

O plano prevê aumento de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell, entre outras medidas
O plano prevê aumento de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell, entre outras medidas
Foto: Raízen/Divulgação / Estadão

Segundo a companhia, a implementação do plano de recuperação extrajudicial deverá contribuir para reduzir a alavancagem, preservar a continuidade das operações e estabelecer uma estrutura de capital adequada e sustentável no longo prazo.

O plano, protocolado em junho após receber apoio de mais de 80% dos credores, prevê aumento de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell, além da conversão de 45% dos créditos reestruturados em participação acionária e do refinanciamento dos 55% restantes por meio de novos títulos de dívida.

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A empresa informou ainda que o plano contempla medidas para ampliar a liquidez e reduzir desembolsos financeiros nos próximos anos, incluindo segregação de ativos, avanço da agenda de desinvestimentos e reorganizações societárias.

Segundo a administração, essas iniciativas, somadas à simplificação do portfólio, deverão gerar impacto positivo estimado em R$ 12 bilhões na posição financeira da companhia, dos quais cerca de 40% já foram capturados e o restante depende da conclusão da venda dos ativos na Argentina.

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