Quem é Borge Brende, presidente do Fórum Econômico Mundial que renunciou após vínculos com Epstein

Ex-ministro norueguês deixa o cargo afirmando que renuncia irá permitir que organização siga as atividades 'sem distrações'

26 fev 2026 - 10h49

Borge Brende anunciou nesta quinta-feira, 26, sua renúncia ao cargo de presidente e diretor executivo do Fórum Econômico Mundial (WEF), após revelações sobre encontros com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. Em comunicado, Brende afirmou que a decisão visa permitir que a instituição siga suas atividades "sem distrações".

Nascido em 25 de setembro de 1965, em Trondheim, na Noruega, Brende se formou em Economia, Direito e História pela Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia. Ele iniciou a carreira política ainda jovem, se filiando ao Partido Conservador norueguês e atuou como vereador em Trondheim antes de assumir cargos de destaque nacional.

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Durante sua trajetória política, ocupou posições-chave no governo da Noruega: foi Ministro das Relações Exteriores, Ministro do Comércio e Indústria e Ministro do Clima e Meio Ambiente. Também foi vice-presidente do Partido Conservador e deputado no Parlamento norueguês.

Além da carreira governamental, Brende construiu forte atuação internacional. Presidiu a Comissão das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável e foi secretário-geral da Cruz Vermelha Norueguesa. Também ocupou cargos em conselhos de empresas e instituições acadêmicas, como a Statoil, a Escola Norueguesa de Economia e a Mesta, maior grupo norueguês de manutenção de rodovias.

Atualmente, participa de conselhos consultivos de instituições globais, incluindo o Centro Hoffman para Sustentabilidade Global, o Programa de Negociação Internacional de Harvard, o Conselho Chinês para Cooperação Internacional em Meio Ambiente e Desenvolvimento (CCICED), o Comitê Estratégico da Sciences Po e o Conselho das Reuniões de Bilderberg.

No início do mês, o Fórum Econômico Mundial iniciou uma revisão independente sobre os contatos em questão, após o nome do então presidente aparecer em documentos do Departamento de Justiça dos EUA. Concluída nesta quinta-feira, a análise não apontou novas questões além das já conhecidas.

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Brende relatou que participou de três jantares com Epstein entre 2018 e 2019, além de algumas trocas de mensagens, e afirmou que desconhecia o histórico criminal do investidor. Ele reconheceu que poderia ter investigado melhor o caso.

Enquanto o conselho do WEF busca um substituto permanente, o diretor-geral Alois Zwinggi assume como presidente e CEO interino.

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