O primeiro-ministro da China, Li Qiang, pediu nesta segunda-feira que sejam realizados esforços para estabilizar a demanda externa e ampliar a cooperação comercial internacional, em um momento em que a fraca demanda interna pesa sobre o crescimento e os riscos externos se tornam cada vez mais evidentes.
"Atualmente, o problema da demanda interna insuficiente continua em destaque, alguns setores e empresas enfrentam dificuldades crescentes e as incertezas no ambiente externo estão aumentando", afirmou Li em uma reunião do Conselho de Estado, o gabinete da China, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.
A segunda maior economia do mundo tem contado com as exportações para impulsionar o crescimento e compensar a fragilidade da demanda interna, já que uma prolongada crise imobiliária restringe os investimentos e os gastos das famílias. No entanto, essa dependência deixa o país vulnerável, pois atritos com parceiros comerciais e a guerra no Oriente Médio podem afetar a demanda global por produtos chineses.
Dados econômicos divulgados nesta segunda-feira mostraram que o ritmo de crescimento permaneceu moderado em julho, com a produção industrial e as vendas no varejo desacelerando, após o crescimento ter atingido o menor nível em três anos e meio no período de abril a junho. Em 4,3%, o crescimento do produto interno bruto (PIB) no segundo trimestre ficou abaixo da meta anual de Pequim, que varia de 4,5% a 5,0%.
Enquanto isso, as exportações de bens do país, em franca expansão, atuaram como um importante motor de crescimento, já que a expansão global da infraestrutura de inteligência artificial impulsionou a demanda por produtos de alta tecnologia fabricados na China e elevou os preços de chips e outros produtos relacionados à IA.
Na reunião, Li prometeu se empenhar para atingir as metas anuais de desenvolvimento econômico.
"Devemos estabilizar ativamente a demanda externa, ampliar a cooperação econômica e comercial internacional mutuamente benéfica e promover o desenvolvimento comercial equilibrado", afirmou Li, segundo a reportagem. Ele não deu detalhes sobre como o governo estabilizará a demanda externa.
Li reiterou o compromisso de utilizar as políticas existentes e introduzir novas políticas práticas e eficazes em tempo oportuno, além de destacar a expansão da demanda interna como um foco estratégico.
Ele também pediu a promoção do emprego e do crescimento da renda, o apoio ao investimento em setores emergentes e a inovação nos mecanismos de financiamento para atrair investimentos privados em infraestrutura.