Preço médio da gasolina no Brasil supera R$4 o litro, novo recorde

24 nov 2017 - 21h01

O preço médio da gasolina nos postos de combustíveis subiu 1,4 por cento nesta semana frente à semana anterior, atingindo uma nova máxima no Brasil acima de 4 reais o litro, apontou levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta sexta-feira.

O preço da gasolina atingiu uma média de 4,023 reais por litro, ante 3,966 reais na semana passada, segundo pesquisa semanal da agência reguladora.

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Foi o terceiro recorde semanal consecutivo dos preços da gasolina no país, após a Petrobras ter aumentado os valores do combustível vendido às distribuidoras, ao todo, em 2,6 por cento nesta semana, segundo cálculos do Goldman Sachs.

"Desde a revisão de sua política de preços de combustível doméstico anunciada em 29 de junho, a Petrobras implementou um aumento acumulado de 24 por cento no diesel e um aumento de 23,2 por cento nos preços da gasolina", disse o banco.

A política da Petrobras busca seguir de perto as cotações internacionais do petróleo, que nesta sexta-feira atingiram uma máxima de mais de dois anos nos Estados Unidos.

As variações dos preços da petroleira estatal não necessariamente impactam imediatamente os preços nos postos de combustíveis, uma vez que o repasse depende da cadeia de distribuição e vendas.

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A gasolina tem renovado máximas nominais (sem considerar a inflação) nas bombas em uma série histórica da ANP iniciada em 2013, impulsionada também pela decisão do governo federal de elevar tributos dos combustíveis (PIS/Cofins) no fim de julho.

Segundo a pesquisa da ANP, a cotação do diesel nos postos brasileiros registrou alta semanal de 1 por cento, para 3,03 reais por litro, na média.

No caso do etanol hidratado, concorrente da gasolina no Brasil, houve avanço de quase 2 por cento, para 2,812 reais por litro.

A alta nos preços do etanol também tem beneficiado as empresas do setor sucroalcooleiro, que elevaram o volume de cana para a produção do biocombustível.

Isso tem tido reflexos nas cotações internacionais do açúcar, uma vez que o Brasil, maior produtor global do adoçante, tem contado com menor oferta de cana para produzir essa commodity.

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O açúcar bruto na bolsa de bolsa de Nova York atingiu uma máxima de seis meses, nesta sexta-feira.

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