PMI industrial da China cai para 49,3 em janeiro com demanda interna fraca

31 jan 2026 - 12h13

A atividade industrial da China apresentou fragilidade em janeiro, com a fraca demanda interna reduzindo a produção no início do ano, segundo pesquisa oficial divulgada neste sábado.

O índice oficial de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) caiu ‌para 49,3 em janeiro, ante 50,1 em dezembro, ficando abaixo da marca de 50 que separa o crescimento da contração.

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O ‌resultado ficou abaixo da previsão de 50,0 em uma pesquisa da Reuters com analistas.

Os subíndices de novas encomendas e de novas encomendas de exportação também cederam, passando de 50,8 em dezembro para 49,2 em janeiro e de 49,0 em dezembro para 47,8 em janeiro, respectivamente.

O PMI do setor não manufatureiro, que inclui serviços e construção, caiu para ‍49,4, ante 50,2 em dezembro, atingindo seu menor nível desde dezembro de 2022.

Huo Lihui, estatístico do Departamento Nacional de Estatísticas, afirmou em nota que alguns tipos de fabricantes tradicionalmente entram em um período de baixa atividade em janeiro e a demanda de mercado permanece fraca.

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A segunda maior economia do mundo atingiu ‌a meta oficial de crescimento do governo de 5% no ano passado, impulsionada ‌por fortes exportações que desafiaram a pressão da ofensiva tarifária do presidente dos EUA, Donald Trump.

Mas o número principal mascarava desequilíbrios profundos na economia. As vendas no varejo enfraqueceram ainda mais no último trimestre, levando o crescimento do PIB do quarto trimestre ao menor nível em três anos.

Os sinais de preocupação crescem entre os formuladores de políticas à medida que a queda na demanda interna persiste. O governo antecipou 62,5 bilhões de yuans (US$8,99 bilhões) de fundos para apoiar o programa que oferece subsídios aos consumidores para a substituição de uma série de produtos, de eletrodomésticos a smartphones.

No início deste mês, o banco central chinês anunciou cortes nas taxas de juros específicas do setor e sinalizou que há espaço este ano para reduzir ainda mais os requisitos de reserva de caixa dos bancos e implementar cortes de taxas mais abrangentes.

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Além de se esforçarem para estimular o consumo de bens das famílias, as autoridades estão se voltando para medidas destinadas a impulsionar o consumo de serviços, em uma tentativa de absorver a produção do setor manufatureiro.

Ainda assim, analistas permanecem céticos quanto à capacidade das medidas de ajudar a estabilizar o crescimento.

"Pequim terá que fazer muito mais nos próximos meses para alcançar uma ‌taxa de crescimento anual do PIB acima de 4,5% em 2026. À medida que Pequim esgota suas ferramentas políticas de fácil implementação, os formuladores de políticas podem precisar de mais tempo para preparar medidas mais abrangentes", disse Ting Lu, economista-chefe para a China da Nomura, em nota.

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