PIB dos EUA no 1º trimestre é revisado para cima; mas gastos do consumidor ficam quase estagnados

25 jun 2026 - 10h53

A economia dos Estados ‌Unidos cresceu mais do que o estimado anteriormente no primeiro trimestre, mas os gastos do consumidor praticamente estagnaram no período.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anualizada revisada para cima de 2,1% no último trimestre, informou o ⁠Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio em ‌sua terceira estimativa do PIB do primeiro trimestre, divulgada nesta quinta-feira.

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Anteriormente foi divulgada expansão de 1,6% no primeiro ‌trimestre. Economistas consultados pela Reuters não ‌esperavam revisão.

A economia cresceu a um ritmo de ⁠0,5% no trimestre de outubro a dezembro. A revisão para cima de 0,5 ponto percentual no crescimento do último trimestre refletiu uma revisão para baixo nas importações, principalmente de bens de consumo e de capital. O impulso ‌ao crescimento decorrente da redução nas importações foi parcialmente compensado ‌por uma acentuada ⁠revisão para ⁠baixo nos gastos do consumidor, que representam mais de dois terços ⁠da economia.

O crescimento dos ‌gastos do consumidor foi ‌reduzido para 0,5%, ante 1,4% divulgado anteriormente, refletindo revisões para baixo nos gastos com serviços, incluindo serviços financeiros e seguros, bem como viagens internacionais. Parte das ⁠revisões nos serviços financeiros está relacionada à queda no mercado de ações no último trimestre.

Os gastos parecem ter se acelerado no início do segundo trimestre graças a grandes restituições de impostos, ‌que atenuaram parcialmente o aumento nos preços da gasolina decorrente da guerra dos EUA contra o Irã. A restituição ⁠média de impostos para a semana encerrada em 8 de maio foi de US$3.276, em comparação com US$2.939 durante a semana encerrada em 9 de maio de 2025, segundo os últimos dados disponíveis da Receita Federal dos EUA (IRS).

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A atividade econômica geral está sendo impulsionada principalmente pelos gastos relacionados à inteligência artificial, com os investimentos empresariais em equipamentos aumentando a uma taxa de 15,8%, de 17,2% estimados antes. Os gastos com produtos de propriedade intelectual cresceram a uma taxa de 13,8%, contra estimativa anterior de 11,6%.

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