PF realiza operação com buscas em endereços de Daniel Vorcaro, investigando esquema de fraudes financeiras no Banco Master, com bloqueio de bens e valores superiores a R$ 5,7 bilhões.
A Polícia Federal (PF) cumpre na manhã desta quarta-feira, 14, mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro. A ação faz parte da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master.
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Ao todo, estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Também foram determinadas medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.
Segundo o Estadão, além de Vorcaro, a operação realiza buscas contra a irmã dele, um cunhado e um primo, todos suspeitos de envolvimento em operações financeiras fraudulentas do banco.
Durante as buscas, a PF apreendeu relógios, uma arma, carros de luxo, entre outros itens. O Terra busca contato com a defesa de Daniel Vorcaro e familiares.
Essas medidas têm como objetivo interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações. A operação investiga os crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.
A primeira fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada em 18 de novembro do ano passado para apurar suspeitas de crimes envolvendo a venda do Banco Master para o BRB. As investigações detectaram suspeitas da emissão de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. Esses títulos teriam sido vendidos ao BRB e, após a fiscalização do Banco Central, foram substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.
Na ocasião, os policiais cumpriram cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 ordens judiciais de busca e apreensão. Vorcaro foi um dos detidos na ação. O presidente do banco estatal do governo do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, foi afastado do cargo. O Banco Central também decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, menos de um dia depois de o Grupo Fictor ter indicado o interesse em comprar a instituição.