A Petrobras reduziu em 40% o preço da molécula de gás natural, com aumento da oferta de 39 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) para 50 milhões de m³/d, com a entrada em operação do gasoduto Rota 3 no ano passado, disse a diretora-executiva de Engenharia, Tecnologia e Inovação da petroleira, Renata Baruzzi, nesta terça-feira.
Segundo ela, o que "efetivamente" garante preços mais baixos e competitivos para o gás natural é a ampliação da oferta.
"A competitividade sustentável não se constrói por meio de mecanismos artificiais, de redistribuição de volumes existentes, mas sim com mais gás disponível, mais projetos implantados e maior segurança de suprimento", afirmou a diretora, em discurso durante 1º Workshop do Programa de Redução da Concentração no Mercado de Gás Natural organizado pela reguladora ANP e pela FGV.
As declarações ocorrem enquanto a ANP trabalha em uma proposta para o Programa de Redução de Concentração (Gás Release) e em novas regras para o setor de gás no país, após o desinvestimento da petroleira em anos passados no transporte e distribuição do insumo.
A executiva também disse que, desde a abertura promovida pela Nova Lei do Gás, houve "uma transformação estrutural" no setor, com a entrada de novos agentes e a redução significativa da participação relativa da Petrobras. "Hoje, portanto, não há mais de se falar em monopólio. O mercado está aberto, funcional e competitivo", declarou.
A diretora afirmou ainda que "não há barreiras concorrenciais relevantes à entrada de novos agentes".